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Falsificação de assinatura da Primeira-dama rende mais de 14 milhões de KZ

Através deste esquema fraudulento, os supostos marginais conseguiram amealhar 14 milhões e 311 mil kwanzas por via de duas instituições, o Banco Comercial Angolano (BCA) e a empresa Nacional de diamantes de Angola (endiama), eP. entre os acusados estão três funcionários do banco BiC, por terem auxiliado os visados no processo de levantamento da importância

POR: Maria Teixeira

Sete cidadãos angolanos foram detidos, recentemente, pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) por forjarem documentos do gabinete da Primeira-dama da República de Angola, Ana Dias Lourenço, destinados a angariarem apoios financeiros de forma fraudulenta, de instituições bancárias, alegadamente para a compra de brinquedos, no âmbito das festividades do Dia da Criança Africana. A revelação foi feita ontem, em Luanda, pelo comissário Amaro Neto, director do Gabinete Central de Operações desta instituição, em conferência de imprensa. Pelos factos acima revelados, no dia 4 de Junho, procedeu-se à abertura do processo-crime nº 1103/18, no qual os suspeitos, cujas identidades não foram reveladas, estão a ser acusados dos crimes de burla por defraudação e falsificação de documentos e da assinatura da Primeira-dama da República.

Com tais documentos, os supostos infractores solicitaram apoio financeiro a várias instituições bancárias e empresas públicas, invocando que se destinariam a apoiar uma actividade de beneficiência para crianças carentes. Julgando que a mesma era apadrinhada por Ana Dias Lourenço, o Banco Comercial Angolano (BCA) anuiu, transferindo cinco milhões e 830 mil kwanzas, no dia 30 de Maio, a uma conta bancária de uma empresa domiciliada no banco BIC, indicada pelos solicitantes. Segundo o comissário Amaro Neto, a denúncia foi feita através de uma participação criminal movida pelo Gabinete Jurídico do BCA contra a referida empresa de direito angolano.

“Eles alegavam que o Gabinete da Primeira-dama queria patrocínio, por se avizinhar o Dia da Criança. Além da apreensão de parte dos valores, foi detido o cabecilha e tomamos conhecimento de que há mais documentos que foram endereçados a outras instituições, pelo que, apelamos a tomarem o devido cuidado”. Baseando-se na denúncia inicial, diligências feitas pelos investigadores do SIC junto do Gabinete Jurídico do banco BIC foi possível constatar que para além da supracitada operação, a referida empresa recepcionou, no mesmo dia, oito milhões, 481 mil Kwanzas provenientes da Empresa Nacional de Diamantes de Angola, E.P, presumivelmente com a convicção de que se destinariam a pseudo actividade apadrinhada pela Primeira-dama.

Cidadão detido com uma tonelada de Marfim

O comissário Amaro Neto revelou ainda, na ocasião, que as forças da ordem detiveram, no dia 11 do corrente mês, um cidadão angolano de 47 anos de idade, em flagrante delito no Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em posse de cinco caixas de 250 quilogramas cada, perfazendo um total de 1.250 kg, contendo dentes de Marfim e escamas de Pangolim. O acusado estava para embarcar para o Dubai (Emirados Árabes Unidos), em trânsito para Addis Abeba (Etiópia), com o propósito de comercializá-los. “Foi possível desmantelar mais uma rede de traficantes de marfim e, deste grupo, estão detidos cinco indivíduos nacionais e acreditamos que no decorrer das investigações surjam outros integrantes”, revelou.

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