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PRS fala sobre eleições autárquicas no Centro-Sul do país

Depois de não ter podido obter uma safra confortável nas eleições gerais de 2012 e 2017, que aumentasse o número de deputados na Assembleia Nacional, como pretendia, o PRS agora virou as suas atenções para as eleições autárquicas de 2020, nas quais pretende governar algumas autarquais É com este objectivo que desde o pretérito dia 11 deste mês está a desdobrar- se em várias províncias do Sul do país, para falar com as comunidades sobre a importância deste processo autárquico.

A digressão, que se estenderá também às províncias do Centro(Huambo, Bié) e o Cuando Cubango(Sudeste) começou com encontros com vários estratos sociais da sociedade civil, académicos, políticos e algumas comunidades do Lubango, capital da província da Huíla. Rui Malopa, o secretário-geral desta força política, que coordena a digressão, que integra, entre outros responsáveis, o assessor político Agostinho Sicato, disse a OPAÍS que a mensagem está sendo recebida com entusiamo. Disse ter ficado surpreendido pela forma como as pessoas contactadas estão a interagir durante a auscultação, procurando saber mais sobre as vantagens e desvantagens deste processo.

Depois do Lubango, a segunda escala foi a cidade de Moçamedes (Namibe), onde com o mesmo objectivo informaram os munícipes sobre o processo, em acto realizado numa das faculdades afectas à Universidade Mandume ya Ndemufayo. Aqui, à semelhança da vizinha Huíla, segundo Rui Malopa, os munícipes também corresponderam às expectativas dos prelectores, num encontro marcado com a troca de impressões. Nesta digressão, que também levou a comitiva dos “renovadores sociais” a Ondjiva, no Cunene, onde reuniram com vários estratos sociais, com realce para empresários, o gradualismo funcional dominou o encontro.

“Nas discussões que temos vindo a ter com as comunidades, estamos a dizer que o modelo ideal para governação local é o gradualismo funcional e não o territorial”, afirmou Malopa. Sustentou que a realização de eleições autárquicas deve obedecer o gradualismo funcional, socorrendo-se do artigo 242º da Constituição da República de Angola(CRA). Insistiu que a única forma de se acabar com as assimetrias regionais passa pela implementação de autarquias baseada no gradualismo funcional, que o seu partido defende.

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