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EASB descarta paralisação e promete pagar os salários em atraso nos próximos dias

A Empresa de Águas e Saneamento de Benguela (EASB), que tem à testa Jaime Alberto, promete, nos próximos dias, efectuar o pagamento de dois meses de salários em atraso e descarta qualquer paralisação por greve, por não estarem reunidos os pressupostos jurídico-administrativos para a reivindicação

POR: Constantino Eduardo, em Benguela

A Empresa de Águas e Saneamento refere, em nota de imprensa, que, à semelhança de algumas empresas públicas, tem registado um atraso na alocação dos subsídios a tempo, uma vez que as receitas da empresa, por si só, não cobrem os custos operacionais e pagamento de salários. De acordo com a nota de imprensa saída de uma reunião realizada a 21 de Junho entre o Conselho de Administração e a Comissão Sindical a que OPAÍS teve acesso, os subsídios foram processados como “Restos a Pagar” convertidos em Títulos da Dívida Pública concernentes aos exercícios económicos de 2014 a 2016. A nota salienta que os referidos Títulos da Dívida Pública já se encontram negociados com uma unidade bancária local que promete, nos próximos dias, carregar os respectivos valores na conta da empresa.

O Conselho de Administração das Águas esclarece que, na sequência de informações desencontradas sobre a realização de “uma suposta greve” na empresa, veiculada pelo sindicato provincial do ramo, a empresa acusa apenas atraso de dois meses e não três, tal como fez acreditar na imprensa o secretário do sindicato, Custódio Cupessala. No quadro da sua política de transparência, assegura a nota, a Conselho de Administração da EASB tem pontualizado a Comissão Sindical da empresa, o Governo Provincial de Benguela, o Ministério da Energia e Águas e outros parceiros sobre o curso do processo, “razão pela qual julgamos muito estranha a dianteira tomada pelo sindicato do ramo à volta desta matéria”, pode ler-se na nota distribuída à imprensa que, numa das suas linhas, sublinha que a mesma “inviabiliza a conferência de imprensa agendada para Segunda-feira.

No dia 21 de Junho, o Conselho de Administração e a direcção da comissão sindical da EASB reuniram- se para, mais uma vez, clarificar a situação, buscar consensos e acalmar os ânimos dos funcionários. Por conseguinte, o documento conclui que não haverá nenhuma greve na empresa, uma vez que, considera, não foram reunidos os pressupostos jurídico-administrativos para a reivindicação. Recorde-se que o caso foi despoletado pelo Sindicato Provincial da Administração Pública, Saúde e Serviços que, segundo Custódio Cupessala, o seu secretário, para lá dos atrasos, os funcionários reclamam igualmente por promoções. Conforme noticiou OPAÍS, mais de 500 funcionários da EASB ameaçam paralisar as suas actividades laborais como forma de pressionar a entidade patronal a pagar os meses de salários em atraso.

 

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