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Panda em plena Copa

Lembro-me de, em Lisboa, sair com os meus manos Bernardino, Geny, Jorge e mais um ou outro, de carro, para irmos até Setúbal ficar junto ao mar por horas a conversar, havia por lá uns bares, a temperatura de Verão permitia que ficássemos até bem tarde.

POR: José Kaliengue

Eles de cerveja e eu de sumos ou gelados. Era assim, eu era o … não digo, do grupo. Algumas vezes ia deixá-los à noite, na discoteca, ou coisa parecida, e de madrugada chamavam- me para os ir buscar. Isto de ser o mais novo tem destas coisas. Mas bué de gelados, estes quilos de agora têm origem comprovada, pronto. Ontem ouvi colegas meus a reclamarem do cerco apertado da Polícia do comandante Panda em pleno mês de Copa do Mundo. Agora, quem está no Kilamba só pode andar a pé até ao bar mais próximo para ver a bola e tomar umas bebidas. Nada de corridas malucas até à Ilha de Luanda para voltar de madrugada com os sentidos turvados pelo álcool. Sim, o alcoolímetro está em toda a parte, há casas que apostaram em grande ganhos no Mundial e que estão às moscas. Mas não era necessário, bastava que os jovens se organizassem e fizessem uma escala, em cada dia ficava um sem beber e que transportasse os outros, é assim que fazem os jovens na Europa, por exemplo, e a diversão não pàra, com ou sem um comandante Panda que, afinal, não só está a cumprir o seu dever, como está a salvar vidas, seguramente. E já fazia falta esta ordem na cidade, tal como faz falta que as pessoas aprendam a divertir-se sem colocar as suas vidas e as dos outros em risco.

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