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Alcides Sakala defende actuação das FAA como exército nacional único

O porta-voz da UNITA, Alcides Sakala, relembrou a importância dos Acordos de Bicesse para a manutenção do papel das Forças Armadas Angolanas (FAA) em actuar como exército nacional único

POR: Neusa Filipe

O político e historiador falava por ocasião da aprovação da proposta de lei Geral do Serviço Militar, na Assembleia Nacional, tendo considerado como uma das conquistas mais importantes da assinatura dos Acordos de Bicesse, a criação do exército nacional único, (as Forças Armadas Angolanas) que, na sua opinião, devem ser consideradas o espelho do reencontro dos angolanos. Alcides Sakala justificou a sua dissertação alegando que a problemática da fusão dos exércitos no plano nacional de muitos Estados africanos tem estado na base do reacender de muitos conflitos, que por vezes se eternizam, dado que os mesmos não têm tido a visão e a capacidade política de chegar a acordos para a formação de forças militares unificadas.

“Os acordos permitiram a cada angolano compreender que o entendimento e a coexistência entre diferentes sensibilidades políticas era possível”, disse, Sakala, sublinhando, por outro lado,que, para o caso de Angola e na sua conjuntura actual em que surgiu um novo paradigma em matéria de governação, as FAA devem reflectir o ponto de reconciliação dos angolanos. Reafirmou que as chefias militares devem continuar a actuar de forma despartidarizada e manter na consciência a importância do papel do exército único na materialização dos objectivos que nortearam a criação das FAA, que são a paz e a unidade entre os angolanos. Alcides Sakala referiu que os Acordos de Bicesse, enquanto alicerces do processo de paz para Angola, são parte efectiva da história moderna do país. Disse tratar-se de uma data que merece ser lembrada com muita afeição, como marco importante do complexo processo político angolano.

O político reconheceu que há ainda muito por se fazer relativamente à reinserção social de todos os ex-militares, das suas famílias, viúvas e órfãos, que se encontram a padecer. “Seria bom que as nossas unidades militares e as respectivas chefias ao mais alto escalão mantivessem na realidade o espírito patriótico, que nos motiva a agir em torno dos ideais da paz conquistada por todos e com muito sacrifício para o reforço da unidade entre os angolanos e para a defesa da soberania nacional”, apelou. Os Acordos de Bicesse foram assinados a 31 de Maio de 1991 em Portugal, entre o partido político UNITA e o então Governo da República Popular de Angola, contribuindo para o fim da guerra e para instauração do Estado democrático em Angola.

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