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“Monstro em cena” reserva sessão extra no auditório Pepetela em Luanda

A poucos dias da sua estreia no auditório Pepetela, do Camões-Centro Cultural Português, em Luanda, a peça “O Monstro está em Cena”, uma desconfortante introspecção sobre a condição humana, regressa em grande ao palco do mesmo recinto

Texto de: Augusto Nunes

O auditório Pepetela do Centro Cultural Po r t u g u ê s , em Luanda, foi pequeno para albegar a quantidade de entusiastas que para lá se deslocaram para mais uma exibição de “O Monstro Está em Cena”, da Companhia de Dança Contemporânea de Angola, no quadro da Temporada 2018. A peça coreografada por Ana Clara Guerra Marques e Nuno Guimarães, foi estreiada no passado dia 14 deste mês, no auditório Pepetela, do Camões-Centro Cultural Português em Luanda.

A sua exibição em sessão extra, esta Segunda-feira, no mesmo recinto, deveu-se ao facto de as reservas terem ultrapassado as vagas disponíveis até ao espectáculo de Domingo, 24. A peça, segundo o produtor da Companhia, Jorge António, foi vivamente aplaudida pelo público e teve uma cobertura excepcional pela imprensa em geral.

“A Companhia de Dança Contemporânea de Angola (CDCA), em colaboração com a empresa SOMAGUE teve que ampliar o espaço do palco do auditório, criando assim as condições técnicas necessárias para a apresentação desta peça, porém limitando o espaço a 80 lugares disponíveis, declarou.

O produtor realçou, igualmente, que esta nova criação da CDC Angola será reposta no mês de Outubro, 27 e 28, na Casa das Artes em Talatona, seguindo posteriormente em Tournée Internacional que a levará a três continentes (África, América e Europa) e a seis países durante o biénio 2018 – 2019.

Em cartaz desde o dia 14 de Junho, a CDC Angola é a única Companhia de Dança profissional em Angola com a apresentação regular de Temporadas de espectáculos e criações de novas obras, dos coreógrafos residentes ou coreógrafos convidados. Esta companhia, a que se deve a grande transformação do panorama da dança em Angola, foi fundada em 1991 e é membro do Conselho Internacional da Dança da UNESCO.

O colectivo possui um historial de centenas de espectáculos apresentados em Angola e no exterior, com cerca de dezenas de obras originais, sendo hoje referência central da dança artística angolana no mundo.

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