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SINPROF na Huíla promove manifestação para exigir salários congelados

O sindicato alerta que os seus filiados poderão paralisar as aulas em toda a extensão da província, se até 15 de Julho o caso não conhecer solução

POR: João Katombela, no Lubango

Os professores desactivados do Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado (SIGFE), em Abril último, pelo Ministério das Finanças, prometem sair às ruas da cidade do Lubango na Sexta-feira e no Sábado da presente semana para exigirem a reactivação dos seus nomes. Esta foi uma das decisões saídas da assembleia extraordinária realizada Sábado, no Lubango, pelo secretariado do Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF) na província da Huíla.

João Francisco, que orientou a assembleia dos professores, informou a O PAÍS que a marcha terá início às 9 horas, com partida defronte à sede do Governo Provincial da Huíla, e percorrerá várias artérias da cidade. A assembleia foi convocada em consequência da paralisação das aulas em três escolas primárias e secundárias da cidade do Lubango. Os professores dessas escolas reclamam há três meses a reinserção dos seus nomes nas folhas de salário, contudo, sem sucesso.

A situação, dizem, está a criar transtornos nas suas vidas. Segundo João Francisco, a aludida manifestação servirá também para reivindicar por mais diálogo entre o SINPROF e a Delegação Provincial das Finanças e o Governo Provincial da Huíla, este último, através do Gabinete Provincial da Educação. “O que mais cria tristeza do lado dos professores é que o Ministério das Finanças e a Delegação das Finanças estão descompassados” desabafou a fonte. Disse que tentativas feitas junto do Governo local para saber em que pé está o processo de reinserção dos professores abrangidos pela medida do Ministério das Finanças foram infrutíferas, pelo facto de, supostamente, o governador se ter recusado a receber o SINPROF.

Paralisação das aulas

O SINPROF assinalou que os professores poderão paralisar as aulas em toda a província se até 15 de Julho não forem reintegrados os nomes dos seus colegas nas folhas de salários. “Nós não queremos que os nossos colegas cheguem ao quinto mês sem salários, porque já passaram quatro meses sem nenhuma solução à vista ”, desabafou João Francisco.

Professor com AVC corre risco de vida

Entre os desactivados está Henrique Rafael, professor há 35 anos, que recentemente foi vítima de um acidente cardio vascular(AVC ) que o deixou imobilizado. Contou à nossa reportagem que a situação agravou-se depois de ter sido desativado do Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado no pretérito mês de Março, e a doença está a agravar-se por falta de dinheiro para comprar os medicamentos. Segundo apurou OPAÍS, em toda a província da Huíla foram desactivados dois mil e 167 professores, tendo já sido reinseridos cerca de 800.

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