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Táxi mota’ é alternativa de sobrevivência e de transporte no norte de Moçambique

Com a falta de emprego, conduzir um ‘táxi mota’ constitui nos últimos tempos uma alternativa de sobrevivência e de transporte urbano para centenas de famílias em Nampula, capital do norte de Moçambique. Há quase cinco anos que a actividade sobre duas rodas ganha importância na cidade nortenha de Moçambique, a terceira maior do país, ajudando sobretudo os jovens a conseguir um sustento diário. Uma viagem de ‘táxi mota’ (tal como lhe chamam) custa, no mínimo, 15 meticais, pelo que Américo Saide, 27 anos, explicou à Lusa que consegue diariamente 1.200 meticais (17,3 euros) e sustenta os seus dois filhos e mulher. Outro condutor, Benedido Januário, está a concluir o ensino médio graças ao dinheiro que ganha conduzindo uma mota que é táxi. O mais difícil é conduzir em estradas que se encontram em péssimas condições. Adamo Antumane aponta para a mota e refere que “fica complicado” trabalhar nas condições em que estão as vias de circulação em Nampula. “Os buracos são um denominador comum em todas as vias da cidade e os custos de manutenção das motorizadas são elevados”, disse à Lusa. A grande maioria dos operadores de ‘táxi mota’ em Nampula trabalha de modo informal, pelo que não contribui para os cofres da autarquia local. A motorizada tornou-se um meio de transporte cómodo, barato e disponível para a população em qualquer esquina da cidade e a qualquer momento – são vantagens em relação transporte público urbano, feito em furgões ligeiros de vários lugares denominados ‘chapas’. Os ‘chapas’ circulam em número limitado, encurtam as rotas e não chegam a alguns bairros, referiu Josefa Manieque, residente em Nampula, que acrescenta: “com um telefonema a pessoa tem um táxi mota no seu portão”. Ao mesmo tempo que aumenta o recurso a este transporte na cidade de Nampula, cresce a insegurança rodoviária e surgem “novos malfeitores”, refere Zacarias Nacute, porta-voz policial. Sem avançar números, aquele responsável refere que há vários crimes e acidentes de viação envolvendo os novos ‘táxi mota’. Josefa, habituada a recorrer ao serviço, recomenda que o condutor seja alguém de confiança, para evitar sobressaltos devido à criminalidade.

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