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Editorial: Inadmissibilidades

As populações residentes nas localidades de Mungolo, hima, Khondo da handa, Santiago, Mungo hunga e Santa Mbilingui, localizadas nas províncias da huíla e Namibe, ainda não foram benefi ciadas pelo programa “Água para Todos”, indica o Relatório da avaliação Participativa da Pobreza de 2017, realizado pela Comissão arquideocesana Justiça e Paz do Lubango. Esta notícia foi dada pela aNGoP, que acrescenta que sessenta por cento dos participantes não ouviu falar deste programa. São angolanos. Num país em que se fala de doenças hídricas como sendo endémicas, é hora de levar mais seriamente o questionamento que se tem de fazer aos responsáveis dos programas que deveriam benefi ciar os mais carenciados. Deixar milhões a consumir água dos rios, sem qualquer tratamento, em pleno século XXi, é algo demasiado grave para uma país cuja Constituição defende o direito à vida. Quem tem de prestar constas que as preste, quem tiver de pagar que pague.

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