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Internacional: Sentença do vice-líder da extinta seita Luz do Mundo marcada para Julho

 A sentença do vice-líder da extinta seita religiosa Adventista do 7º Dia Luz do Mundo, Justino Tchipango, acusado de ter participado no assassinato de nove agentes da Polícia Nacional, em Abril de 2015, no Monte Sumi, no município da Caála, será lida no dia 19 de Julho.

 

A decisão sobre a leitura do acórdão foi tomada, terça-feira, pelo Tribunal provincial do Huambo, no final da apreciação de 338 quesitos do julgamento, iniciado a 12 deste mês na 1ª secção da sala dos crimes comuns, encabeçada pelo juiz Afonso Pinto.

Até a data da última sessão do processo em que é arrolado o réu, de 32 anos de idade, serão concluídas as respostas, da parte do Tribunal, dos quesitos apresentados, alguns dos quais ratificados pelo Ministério Público, que, à semelhança da defesa, acresceu outros que se lhes conveio.

Constam entre as perguntas do juiz presidente da causa a questão da participação de Justino Tchipango no massacre dos polícias, uma vez que, ao longo das sessões de julgamento para a produção da prova, embora o mesmo se tenha assumido como vice-líder e, ao mesmo tempo, tesoureiro da seita fundada por José Kalupeteka, condenado em Abril de 2016, a 28 anos de prisão efectiva pelo tribunal em causa, negou qualquer envolvimento nos homicídios.

Nos quesitos apresentados, o tribunal questiona a relação do arguido com o líder e fundador da seita Luz do Mundo, assim como os pronunciamentos dos declarantes, aquando da produção da prova, entre os quais, o segundo comandante provincial da Polícia Nacional, sub-comissário Joaquim Manuel Pereira, o delegado da Justiça e dos Direitos Humanos, Ernesto Estêvão Pedro, e o então administrador do município da Caála, Victor Tchissingue.

Justino Tchipango, detido a 13 de Outubro 2017, dois anos depois dos acontecimentos do Monte Sumi, é acusado pelo Ministério Público de co-autoria material, em concurso real de nove crimes de homicídio qualificado, sob a forma consumada, um crime de homicídio qualificado, sob a forma frustrada, um crime de residência e outro de dano material não previsto especificamente.

Do incidente do monte Sumi resultou a morte do comandante da Polícia Nacional na Caála, superintendente-chefe Evaristo Catombela, o chefe das operações da Polícia de Intervenção Rápida no planalto central, intendente Luhengue Joaquim José e o instrutor desta mesma corporação, sub-inspector Abel do Carmo.

Foram ainda assassinados, por membros da seita, o 1º sub-chefe João Nunes, os agentes Luís Sambo, Castro Hossi, Manuel Lopes e Afonso António, assim como o delegado do Serviço de Inteligência e Segurança Interna do município da Caála, Constantino Namêle.

 

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