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Interpol vai ligar a África Ocidental à sua base de dados internacional

 A Interpol vai reforçar o seu programa de segurança na África Ocidental com a criação hoje e a ampliação de um sistema nacional de dados criminais, ligado à base de dados criminal internacional, abrangendo todos os países desta região.

 Este sistema de recolha eletrónica de dados nacionais policiais, ligado à base de dados internacional da Interpol durante 24 horas e de forma ininterrupta, vai permitir à polícia dos países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) a consulta de forma direta e em tempo real os dados criminais globais.

“Uma resposta efetiva a ameaças globais constrói-se através de pilares nacionais fortes, começando desde o topo, com a vontade política necessária que aqui ficou demonstrada”, considerou o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, durante uma reunião que está a decorrer na Costa do Marfim sobre assuntos relacionados com a criminalidade na África ocidental.

O programa, maioritariamente financiado pela União Europeia (UE), já decorre de forma experimental no Benim, Gana, Mali e Níger.

Agora deverá estender-se ao Burkina Faso, Chade, Costa do Marfim e Mauritânia – apesar de este último país não integrar a CEDEAO -, e de seguida a todos os 15 países que integram aquele bloco regional.

“Conectar os polícias de primeira linha com a rede global de cooperação internacional de reforço da lei significa intervir num futuro mais seguro”, considerou o secretário-geral da Interpol segundo um comunicado da organização.

Por sua vez, o ministro do Interior da Costa do Marfim, Sidiki Diakité, explicou que o programa “fornece uma solução chave para reforçar a segurança da região”.

A Interpol explicou que a maioria dos dados e registos policiais em África são arquivados em papel, com o sistema e programas disponibilizados a permitirem uma modernização destes registos.

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