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Editorial: Silêncio comercial africano

Eis que está instalada uma guerra colonial entre os Estados Unidos da América e a União Europeia, dois mercados produtores, exportadores e que precisam de criar ainda mais riqueza para alimentar os níveis de emprego e de conforto nos seus territórios. Nisto tudo, os mercados importadores, como o caso de Angola e de todo o continente africano, infelizmente, mantêm-se calados, como se estivessem a viver num mundo à parte, como se a guerra comercial entre os dois gigantes não lhes fosse afectar. Vai, inevitavelmente. Deve a África entrar na guerra dos outros? Não, mas pode tomar medidas para tirar proveito e potenciar o seu próprio crescimento. Ao contrário, o continente está outra vez a pôr-se a jeito, silencioso, para ser “debicado” por todos os lados. A China e a Índia, dois dos maiores mercados mundiais, não só se tornaram exportadores também, como poderão ser intervenientes na guerra por África, um continente que pode cabar, em tudo isto, por não tirar benefícios, uma vez mais.

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