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Eles brincam, nós pagamos

E já vão dois bancos a ir a pique em Angola. Primeiro foi o BESA e agora é o Banc.

POR: José Kaliengue

Outros se seguirão, não é segredo algum. Aliás, só a forma como se criaram alguns bancos nossos, por moda, sem vocação alguma, sem talento, sem conhecimento do negócio e sem saber ter dinheiro, por parte dos seus promotores, este fim tem vindo a ser aguardado por diversos observadores. Era de esperar. Não se cria banco para se aparecer nas notícias ou para parecer que se é rico. O problema, no entanto, é que, por muito que se espere que alguns enganos venham a naufragar (uma realidade inevitável), alguém terá de pagar o desvario. Noutras realidades seria fácil adivinhar quem iria parar à cadeia, aqui é mais fácil ter a certeza de que o nosso dinheiro será usado para apagar a “burrada”. Aliás, mesmo onde banqueiros e gestores vão para a cadeia, o povo acaba sempre por pagar para tapar buracos. É por isso que o Estado angolano deve aprender a lição e não voltar a permitir a criação de bancos por modas e mimos. O assunto é demasiado sério para se pensar que alguns bancos tenham sido criados de outra forma, a não ser que o fossem com intenções que podem configurar crime ou, pelo menos, caminhos fora da ética.

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