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Polícia queima mais de 400 Kg de Liamba em Malanje

No âmbito das acções de combate à posse, uso e tráfico de drogas, o Serviço de Investigação Criminal de Malanje, incinerou 423 quilogramas de cannabis sativa (vulgarmente conhecida como liamba) e 14 mil e 500 plantas foram apreendidas

POR: Miguel José, em Malanje

A Na exposição pública, o porta-voz do SIC, super intendente Lindo Ngola, explicou que a droga incinerada resultou de 159 apreensões de Janeiro a Junho do corrente ano e que redundou na detenção de mais 165 indivíduos comparativamente a igual período de 2017. Das tipicidades dos crimes, Lindo Ngola referiu que se observa um ligeiro decréscimo, em relação ao ano anterior, nos casos de posse de liamba (70) com redução, de 5,71%, de contrabando (60), 33,33% e de cultivo (20), 15%. Porém, os municípios do Kela, Kambundi-Katembo, Kalandula e Cacuso são os que registaram maior incidência.

Segundo o porta-voz do SPIC, os infractores, muitas vezes, para enganarem as autoridades policiais, transportam as drogas embaladas em sacos de carvão, de farinha torrada, de bombó, assim como em bidões de 20 litros. Entretanto, o delegado provincial do Ministério do Interior, comissário António Bernardo, invocou que a decisão do combate às drogas representa a determinação dos órgãos polidr publ icidade ciais em tornar Angola num espaço sem drogas, pela firme consciência de que as mesmas produzem efeitos nefastos à sociedade, em virtude da incidência negativa no seio de jovens com idade activa e com capacidade produtiva.

Por isso mesmo, “Tony Bernardo” referiu que aproveitou a efeméride que marcou o “Dia Internacional de Luta Contra o Uso e Tráfico Ilícito de Drogas” para, publicamente, dizer aos cidadãos o quão nociva é a droga para a saúde e que todos possam reflectir sobre os seus efeitos prejudiciais. Contudo, alertou aos indivíduos que teimam em utilizar de forma abusiva as substâncias químicas proibidas, que terão problemas com a justiça. “Os órgãos da Investigação Criminal e a Polícia, no seu todo, terão de fazer uma luta sem tréguas para diminuir a quantidade de drogas que circulam no meio ambiente e tornar a cidade de Malanje e seus arredores mais sadios”, sublinhou.

Todavia, para o combate cerrado contra os traficantes de liamba, o responsável afirmou que Malanje ainda é uma região “crónica”, devido à incapacidade da Polícia Nacional de actuar em todos os locais. Pelo que, pediu a colaboração das diferentes classes sociais na denúncia de casos de posse, uso e tráfico de drogas, para que os órgãos afins possam dar o devido tratamento. “Hoje ainda assistimos com alguma irregularidade cidadãos que, ao invés de plantarem tomate, couve, batatas, preferem cobrir os campos de cannabis sativa”, deplorou.

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