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Empresa de São tomé precisa USd 128 milhões para investir nas águas

A empresa são-tomense de Água e Electricidade (EMAE) precisa de investir cerca de USD 128 milhões para “reparar as redes de transmissão e distribuição em condições normais de operacionalidade”, de acordo com um documento do Banco Mundial a que a Macauhub, em São Tomé, teve acesso.

Em documento de 120 páginas intitulado a “Análise da despesa pública em São Tomé e Príncipe”, o Banco Mundial sublinha que do montante avaliado para o “restabelecimento da capacidade operacional” da empresa, USD “67 milhões seriam para o sector da água e 61, 2 milhões para a electricidade.”

Datado de Janeiro de 2018, o documento menciona os doadores bilaterais com cerca de 64 milhões de dólares e as agências multilaterais com USD 53,6 milhões como sendo os maiores contribuintes para projectos relacionados com a rentabilidade da EMAE, tanto através de empréstimos em condições preferenciais com amortização a 30 anos como de doações.

Além da substituição de fontes de energia por junção ou restauro de novas unidades de gás, hídricas ou solares, num projecto de cerca de 19,3 milhões de dólares, o Banco Mundial cita um outro que visa a “renovação dos equipamentos de transmissão e distribuição para electricidade como para água em cerca de USD 82,8 milhões

.” Embora as receitas comerciais da empresa tenham crescido de forma constante nos últimos seis anos, os custos operacionais superam as receitas totais, resultando em perdas crescentes, acrescenta o documento, tendo exemplificado que “as receitas de energia da EMAE em 2016 totalizaram 11,6 milhões de dólares enquanto os custos atingiram USD 24,9 milhões.”

A cobertura da rede de abastecimento de água, sendo um “indicador-chave” do desempenho, era de apenas 47% em São Tomé e Príncipe em Fevereiro de 2016, enquanto “a mediana para os serviços de água na África a sul do Saara, atendendo populações de tamanhos comparáveis, estava entre 60% e 70%”, lê-se ainda no documento do BM.

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