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Carta do leitor: Modo original de asfaltar em Angola

Estimado director do jornal OPAÍS Às vezes a nossa vida parece uma anedota. Fartamo-nos de reclamar e de mandar vir com o Estado e com os cidadãos e nem nos damos conta de que no fim nada é feito, nós não fazemos o que deveríamos fazer.

Por: José Alves Dias

Dou já um exemplom a partir do que se passou aqui há um ano atrás no centro da cidade Em certo dia de Maio, creio eu, do ano passado, passei pela Rua Rainha Ginga num momento de engarrafamento, aliás, naquela rua só há trânsito fluido aos Domingos. É a rua mais rica de Angola, olhando para as empresas que estão lá instaladas. E como está mesmo perto do mar, poderia ser das mais snobes.

Talvez até o seja. Na verdade, não há outra igual, nem no facto de todos os terrenos livres terem sido preenchidos com prédios altos e no chão quase já não se apanhar com os raios do sol. Mas, dizia, passando por lá, onde passo há anos e vejo que há zonas crónicas de buracos, reparei que depois do banco Keve, um pouco mais adiante, logo a seguir à De Biers, a rua foi asfaltada de novo.

Ou seja, colocaram um novo tapete de asfalto para selar buracos e nivelar tudo como deve ser. Mas qual não foi o meu espanto quando reparei que o asfalto no eixo central da rua está bem posto, mas nas bermas… imagine-se, nas bermas o asfalto acompanha as manchas dos carros que lá estavam estacionados na altura da obra.

Ou seja, no centro há asfalto, mas nas bermas…. depende, se tinha carro, tem asfalto novo. Não parece anedota?… Pois é, mas é com este tipo de anedotas que o nosso país teima em permanecer estagnado e incapaz de acompanhar o progresso sustentável

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