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Editorial: Quase inacreditável

Quinze trabalhadores do cemitério da Mitcha, na cidade do Lubango, estão há mais de 20 meses sem os seus salários. São trabalhadores que desempenham funções de limpeza do espaço, pouco remuneradas. Além disso, trabalham sem qualquer equipamento de protecção, mas utilizando instrumentos cortantes como enxadas e catanas. Agora estamos no Cacimbo e nas terras altas o frio é verdadeiramente castigador. Portanto, não se entende que essas pessoas sejam tratadas dessa forma. Muito provavelmente, se somados, todos os seus salários juntos não equivalem ao de alguns funcionários da Administração municipal e do Governo provincial, estes que ainda somam regalias e subsídios que vão desde o automóvel, motorista, habitação, etc.. Posto isto, a questão é muito simples: devem os gestores públicos ser pessoas incapazes de se afectar pelo sofrimento dos mais vulneráveis e permanecerem indiferentes?

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