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Julho

Estamos mesmo em pleno segundo semestre de 2018, o tempo, ao que parece, quanto mais urgência temos de realizar coisas, mais depressa anda. E, perdidos na Copa do Mundo, distraídos com as anedotas que se criam em torno das selecções e das estrelas, mal nos apercebemos que daqui a pouco estaremos no sexto Congresso do MPLA e depois, bem, depois virá o Natal e a passagem do ano. Seguir-se-á o início de 2019, com aquele período inicial em que tudo espera pelo aquecimento, em que até se desculpam as falhas. Mas seremos rapidamente embalados pela propaganda política autárquica. E assim será. Será assim se a sociedade se deixar mesmo distrair, se se alhear das coisas sérias, como o facto de estar a viver um surto de cólera em pleno Cacimbo. Ou será então a Estação das Chuvas? Depende de como as comunidades se organizarem e agirem, sem esperar que alguém venha resolver os eus problemas como a limpeza das casas, a acomodação do lixo e outros cuidados. Benguela que se cuide, neste particular, ou terá um fi m de ano terrível. E o Governo, este, com o tempo a andar a mil, tem de agir e começar a dar corpo às suas promessas eleitorais, porque o povo, apesar da corrida do calendário, chegará sempre a uma hora em que cobrará. Pode não parecer, mas estamos muito perto de completar um ano com o novo Executivo, as contas começam a ser pedidas. Não há estado de graça que dure sempre. Julho é um bom sinal.

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