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Editorial: O produto frio

Em Luanda. Depois das dezoito horas os termômetros ainda andam entre os vinte e cinco aos vinte e sete graus. Já estamos em Julho, a meio do Cacimbo, mas o mais normal é ver-se gente a usar camisolas de mangas curtas à noite. Portanto, o frio não é um elemento presente. Ao contrário, províncias como Huambo, Huíla, Malanje, Bié, Cuanza-Sul, Cunene, Namibe e Cuando Cubango desperdiçam um activo financeiro importante que deveriam vender às gentes de Luanda: o frio. Se houvesse imaginação, interesse e inteligência, este poderia ser um dos períodos turísticos mais rentáveis das províncias do planalto e do Sul. Mas parece ser demasiado pedir isto. É estranho como nem governantes, nem empresários conseguem aproveitar o que lhes veio de Deus para fazer dinheiro e para envolver as suas comunidades. É muito estranho, sobretudo quando alguns deles já devem ter viagens marcadas para o frio europeu do próximo Inverno.

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