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Reunião de parlamentos lusófonos adiada por proposta do Brasil

A reunião dos parlamentos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), prevista para Junho, em Cabo Verde, foi adiada para depois da cimeira do Sal, por proposta do Brasil, disse hoje o presidente do parlamento cabo-verdiano.

Em declarações aos jornalistas, na cidade da Praia, Jorge Santos explicou que o Brasil propôs o adiamento por causa da instabilidade política no país, devendo a reunião acontecer depois da cimeira de chefes de Estado e de Governo da organização, agendada para 17 e 18 de Julho, na ilha do Sal.

“Fizemos uma proposta a todos os presidentes das assembleias nacionais da CPLP e dos observadores para adiarmos para depois da cimeira dos chefes de Estado porque, nessa altura, Cabo Verde já terá a possibilidade de iniciativa de convocar a assembleia parlamentar. Neste momento, não temos essa iniciativa porque Cabo Verde não preside, quem preside é o Brasil”, disse Jorge Santos.

O presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde sublinhou ainda a importância “fundamental” da assembleia parlamentar para o funcionamento da comunidade lusófona.”Não podemos falar de uma comunidade de países de língua oficial portuguesa sem esta dimensão representativa das pessoas. A sociedade civil, os parlamentos, a classe empresarial, têm de ter uma implicação na construção da comunidade”, sustentou.

A ilha do Sal acolhe a 17 e 18 de Julho, a XII conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP que vai marcar a transição da presidência do Brasil para Cabo Verde.A reunião de parlamentos da comunidade lusófona antecede habitualmente a realização da cimeira.

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