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20 casos de cólera confirmados em Luanda

As autoridades sanitárias trabalham para eliminar rapidamente todos os pressupostos que possam conduzir à propagação do vibrião colérico. Foram estabelecidos nos Centros de Tratamento de Cólera (CTC) nas quatro unidades sanitárias circunvizinhas do local onde se registaram os casos

Vinte casos de cólera foram notificados e confirmados, dos quais cinco pessoas morreram, de 23 de Junho até ontem, no bairro Dangereux, no município de Talatona, em Luanda, pelos técnicos da Comissão Intersectorial de Combate à Malária e Cólera.

Entre os cidadãos que perderam a vida em consequência desta enfermidade, classificada pelas autoridades sanitárias de epidemia, três são membros da mesma família. Segundo uma nota de imprensa enviada à redação de OPAÍS, a Comissão Intersectorial, coordenada pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, verificou um aumento exponencial de casos de diarreia aguda.

“Análises laboratoriais posteriores revelaram que pelo menos um dos casos tinha presença do vibrião colérico do tipo 1, sendo que, pelas recomendações das Organização Mundial da Saúde (OMS)”, situação do género “é suficiente para declarar-se uma epidemia”, diz o documento.

Na esperança de conter a propagação da doença, as autoridades sanitárias mobilizarem-se no sentido de eliminar rapidamente todos os pressupostos que possam conduzir à propagação do vibrião colérico.

Diz ainda que estão em curso várias acções no sentido de repor ao máximo possível a capacidade de abastecimento de água canalizada, no bairro Dangereux, incluindo a montagem de reservatórios nas unidades sanitárias e algumas escolas.

Para tal, foram mobilizados cerca de 500 activistas para uma campanha intensiva de visitas domiciliares, para a sensibilização das famílias para a desinfecção da água de consumo caseiro com solução-mãe de hipoclorito de cálcio, higiene pessoal e ambiental, bem como melhor gestão do lixo doméstico.

No que toca às unidades sanitárias do município de Talatona, estão a ser reforçadas as condições de atendimento, seguidas de refrescamento e capacitação do pessoal clínico para um diagnóstico rápido e eficiente, uma acção que está a ser extensiva a toda a rede hospitalar em Luanda. Por outro lado, as unidades sanitárias circunvizinhas do local onde foram notificados os casos de cólera, nomeadamente no Hospital Geral de Luanda.

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