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Carta do leitor: Que não seja jactância…

Ilustre director do jornal O PAÍS, muito obrigado e espero que esteja bem, nesta Quinta-feira. Escrevo, muito indignado, a partir da Humpata, província da Huíla, local onde o vosso título chega com algumas reticências.

POR: Manuel Ngunga/Humpata

Tomei conhecimento das toneladas de arroz que estão a degradar-se na província do Cunene, tudo, porque dependiam das ordens do Fundo Soberano, segundo a Gesterra. Com isso, quero dizer que as reclamações circulam como rastilho de pólvora nas redes sociais. Num país em que a seca, miséria e a fome continuam a ser os nossos “irmãos germanos” brinca-se assim com coisa séria. A presença e o discurso do Presidente da República de Angola, João Lourenço, ontem no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França, deve acabar com um vício que já se conhece e faz morada no país. É ponto assente que só vão a cadeia, em Angola, os cidadãos que roubam galinha. Em França, o Presidente reiterou o combate à corrupção e a responsabilização daqueles que malbarataram o erário deste belo e rico país. Por isso, que não se fique pela jactância, porque os senhores que estragaram o arroz devem ser responsabilizados civil ou criminalmente, se for o caso. Pois, não adianta prometer e não fazer. Penso que Angola é um país em que os dirigentes que roubam não vão à cadeia. Porquê?

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