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Cartões de banco passam a ostentar imagem de património da UNESCO

 Os novos cartões do Banco de Negócios Internacional (BNI) vão ostentar as imagens do Kulumbimbi, primeira igreja construída na África subsaariana que integra as ruínas da cidade angolana de Mbanza Congo classificadas como património mundial desde 2017.

 De acordo com informação disponibilizada hoje à Lusa pelo Ministério da Cultura de Angola e pela administração daquele banco comercial angolano, a iniciativa envolve os novos cartões de crédito a emitir pelo BNI, precisamente quando passa um ano sobre a atribuição daquela classificação da UNESCO as ruínas de Mbanza Congo, antiga capital do Reino Congo, a primeira do género no país.A administração do BNI, que tem ainda a sucursal BNI Europa, em Portugal, é liderada por Mário Palhares, principal acionista (33,28%), que justificou a escolha das imagens do secular Kulumbimbi e da classificação da UNESCO como forma de “promoção e valorização” da cultura nacional angolana, face aos esforços de internacionalização desta classificação.

Constituído em 2006, o BNI conta actualmente com 700 trabalhadores e uma carteira de crédito a clientes no valor de 89.940 milhões de kwanzas (300 milhões de euros), sendo um dos bancos de referência em Angola para o sector empresarial.O projecto “Mbanza Congo, cidade a desenterrar para preservar”, que tinha como principal propósito a inscrição desta capital do antigo Reino do Congo, fundado no século XIII, na lista do património da UNESCO, foi oficialmente lançado em 2007, mas a sua classificação, a 08 de julho de 2017, é culminar de um processo com cerca de 30 anos.

O Kulumbimbi, as ruínas da sé catedral de Mbanza Congo (província angolana do Zaire), do século XVI, o primeiro templo católico construído a sul do equador, é o cartão-de-visita desta classificação, assim como o cemitério dos antigos Reis do Congo ou o museu, adaptado do antigo palácio daquela monarquia e que hoje guarda algumas relíquias seculares daquele povo.É o caso de uma túnica oferecida directamente pela coroa portuguesa aos reis do Congo, entre outros artefactos de uso diário, à época, ainda conservados e em exposição.

Dividido em seis províncias, que ocupavam parte das actuais República Democrática do Congo, República do Congo, Angola e Gabão, o Reino do Congo chegou a ter 12 igrejas, conventos, escolas, palácios e residências.Mbanza Congo ficou mesmo conhecida à época pela difusão da escrita e por ser a “cidade dos sinos”, face à conversão dos reis do Congo ao cristianismo introduzido pelos contactos com os portugueses, como recordou anteriormente a historiadora e antiga ministra da Cultura de Angola Rosa Cruz e Silva.

 

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