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Estado Islâmico anuncia morte de filho de Al-Baghdadi

Um dos filhos do chefe do grupo Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, morreu num ataque realizado pelos jihadistas na província síria de Homs, anunciou na noite de Terça-feira a própria organização

“Houdhayfah al-Badri, o filho do Califa (…), morreu num ataque contra os Nussayriyyah e os russos numa central eléctrica na província de Homs”, anunciou o EI num comunicado publicado no Telegram, utilizado pelo Amaq, o órgão de propaganda do EI.

O termo Nussayriyyah é utilizado pelo EI para denominar a comunidade alauita, do presidente sírio, Bashar al-Assad.

O grupo EI, que em 2014 proclamou um “califado” numa vasta região entre a Síria e o Iraque, tem perdido terreno desde então e está limitado a algumas zonas isoladas. Na Síria, o EI foi sufocado por uma aliança curdo-árabe, apoiada pela coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, o regime de Damasco e forças russas.

Mas o grupo mantém alguns redutos na parte desértica da província de Homs (centro) e no leste do país, controlando algo em torno de 3% do território sírio, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Abu Bakr Al-Baghdadi, dado como morto em várias ocasiões, estaria vivo e no território sírio, na região da fronteira com o Iraque, revelou no início de Maio um alto oficial iraquiano.

O “Califa” do EI “se desloca acompanhado de quatro ou cinco pessoas”, incluindo “o seu filho e o seu genro”, revelou este general dos serviços de Inteligência, que solicitou anonimato. Em Setembro de 2017, na última mensagem de áudio atribuída ao “Califa”, Al-Baghdadi exortou os seus combatentes, encurralados em várias zonas da Síria e do Iraque, a “resistir” diante dos inimigos. Abu Bakr Al-Baghdadi teria quatro filhos da primeira mulher e outro com a segunda esposa.

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