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carta do leitor: Mais investigação por favor…

Digníssimo director do jornal O PAÍS, muito obrigado pela oportunidade que me dá. Escrevo a partir de Benguela, província onde faço a minha vida como angolano, apesar de nascer no Bengo. Nos últimos dias, mais um crime chocou a sociedade local e o país na cidade das Acácias Rubras.

POR: Rolito dos Santos Kunga
Benguela

Falo da morte do casal e do bebé, a tiro, envolto em problemas ligados a sua vida marital. Nas redes sociais correu que o jovem terá morto a jovem e o bebé por questões passionais. Penso que a Polícia Nacional, em representação do Serviço de Investigação Criminal (SIC), também terá embarcado no assunto. Ao que parece, as investigações não tinham sido concluídas, mas o SIC apareceu alegando tal situação. No entanto, os mais atentos têm algumas dúvidas, porque os meios técnicos não são os mais adequados. Pela forma como os cadáveres estavam deitados, levanta várias suspeitas, porque, presume- se que alguém tenha praticado tal acto. No detalhe, o dedo do cidadão estava muito distante do gatilho, portanto, aqui em Benguela há várias dúvidas, embora o casal tivesse algum litígio. Por isso, creio que o SIC devia ter uma postura mais técnica ao abordar publicamente o assunto para não cair em erro. Por outro lado, espero que se aprofundem as investigações, de outro modo o SIC uma vez mais vai fazer um trabalho inconclusivo. É verdade que os meios técnicos para se investigar são caros, mas, com mais esforço, pode-se chegar lá. Desde, como é evidente, que se crie condições sociais para os agentes no terreno, porque o delito comum está sempre à espreita. Por outro lado, peço às instâncias superiores do Ministério do Interior e do Comando Geral da Polícia Nacional para redobrarem as linhas operativas em todo o país. Está difícil, uma vez que o contexto da crise não permite, mas também não podemos atingir o nível de criminalidade de alguns países sul americanos. Tudo começa assim. É ponto assente que não é só tarefa da Polícia, porque as demais instituições devem actuar. Não queremos crime organizado. Tudo muda com boa governação

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