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Jovens Revolucionários convocam manifestação contra o desemprego

O objectivo é pressionar o Governo a criar emprego para os cidadãos, sobretudo para os jovens de todo o país

POR: Constantino Eduardo
em Benguela

O Movimento dos Jovens Revolucionários (MJR) promove, em Benguela, uma manifestação para exigir o cumprimento das promessas eleitorais constantes do Programa do Governo do MPLA de criar 500 mil empregos no mandato 2017/2022. Em entrevista à Rádio Ecclésia local, Prata Cume, do Movimento Revolucionário do Lobito, afirmou que a manifestação aprazada para 21 de Julho, na cidade de Benguela, visa pressionar o Governo angolano a criar emprego para os cidadãos.

A mesma prevê juntar jovens de Benguela, Luanda, Bengo, Zaire e Cuanza-Sul, segundo o responsável, que deplora o elevado índice de desemprego no país, cujas solução se afigura difícil. Disse que, apesar dos esforços do Presidente da República, João Lourenço, o país continua a não conseguir atrair investimentos, capazes de auxiliar o Estado nas suas políticas em prol de mais empregos. Explicou que o sector privado que devia empregar “continua sem peso nenhum na economia do país” e apontou as políticas públicas do Governo como não sendo claras e objectivas para beneficiar os cidadãos. Segundo a fonte, a falta de emprego tem estado a levar muitos jovens para a delinquência, prostituição e alcoolismo, sendo os do sexo masculino os mais propensos a estes males sociais.

As declarações de Prata Cume surgem numa altura em que se registam em Benguela despedimentos de jovens de empresas de recolha de resíduos sólidos, fruto da rescisão contratual do Governo, por alegada falta de capacidade financeira. O vice governador de Benguela para a área Técnica e Infra-estruturas, Leopoldo Muhongo, revelou recentemente que o Executivo procedia ao levantamento da dívida global que tem para com as operadoras para consequentemente, dentro das limitações orçamentais, poderem ser sanadas. Na visão do Prata Cume, o país tem capacidade económica de tirar do desemprego um número considerável de jovens se apoiar o sector privado na criação de pequenas e médias empresas.

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