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Nguizane Tuxikane regressa ao palco da Mediateca Zé Du com a peça “Kassinda Não Volta Atrás”

A obra com a duração de 1 hora, desenrola- se na província do Huambo, é o resultado de várias pesquisas das tradições, hábitos e costumes da região do Planalto Central

POR: Valquíria Martins

O grupo teatral Nguizane Tuxikane exibirá a 21 deste mês, na Mediateca Zé Du do município do Cazenga, a peça “Kassinda Não Volta Atrás”, uma iniciativa do Espaço Aplausos A peça tem a duração de 1 hora e narra a história de um pai (Namunda) que tem uma linda filha muito linda, em idade de se casar, cujo nome é Tchifole, muito cobiçada na aldeia de Lunge. Kassinda um jovem que deseja casar-se sai da sua aldeia (Bailundo) e vai até à aldeia de Lunge porque quer casar-se com uma jovem que não seja da sua vila.

Posto em casa do papá Namunda, Kassinda escuta atentamente as condições e sem medo, na ânsia de conseguir a sua amada aceita as condições impostas pelo sogro. Para tal, o pai dá apenas duas condições para quem quiser casar- se com a sua filha: primeiro, o homem que quiser casar-se com a Tchifole, terá de morar em sua casa já que a sua família é bastante xx reduzida. Segundo, caso papá Namunda adoecer e chegar ao ponto de morrer, o genro terá de ser enterrado vivo com ele.

Curiosamente, Namunda chega mesmo a morrer. Será que Kassinda cumprirá a dura condição de ser enterrado vivo? De realçar que Kassinda, quando assume um compromisso, não pode recuar sob pena de acontecer uma terrível desgraça na sua vida por força da tradição familiar e em respeito aos hábitos, costumes e tradição dos seus ancestrais. A obra desenrola-se na província do Huambo, é resultante de pesquisas das tradições, hábitos e costumes daquela região do Planalto Central.

O grupo

O colectivo fundado a 4 de Fevereiro de 1995, na Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Luanda, no bairro da Precol, tem como objectivo levar o Evangelho de Cristo por meio do teatro e tem como padroeiro os Mártires de Uganda. O nome Nguizane Tuxikane resulta da união de duas palavras das línguas nacionais, Kikongo e Kimbundo, respectivamente, significando ambas reconciliação. Face à dinâmica do teatro em Luanda o grupo começou a criar também obras de intervenção social e de promoção dos valores culturais, tradicionais, bem como usos e costumes do povo angolano.

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