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Bruno Albernaz: “Esta edição da Feira Internacional de Luanda permitirá recuperar a confiança dos investidores”

Arranca amanhã, Terça-feira, 10, na Zona Económica Especial (ZEE), a 34ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), que este ano decorre sob o lema “Diversificar a Economia, Desenvolver o Sector Privado”.

O evento, que se realizará até ao dia 14, contará com mais de 350 expositores oriundos de cerca de 15 países. Na entrevista que se segue, Bruno Albernaz, presidente do Conselho de Administração do Grupo Arena, empresa responsável pela organização da FILDA, discorre sobre os principais momentos que vão marcar a maior bolsa de negócios do país.

O gestor explica as razões que levaram a FILDA para a ZEE e acredita que a edição deste ano permitirá recuperar a confiança dos investidores

Texto de: Miguel Kitari

Como estão os preparati – vos para a FILDA- 2018?

A FILDA 2018 está a decorrer conforme previsto. Neste momento estamos num ritmo acelerado, pois, para além das montagens e da preocupação em tornar o espaço o mais apropriado possível em termos de logística e conforto para todos, estamos, em paralelo, a tentar acautelar todas as questões referentes à acessibilidade e segurança.

Vários são os Ministérios que comparticiparam para garantir as devidas melhorias na via e segurança e a devida monitorização do trânsito. Temos também a TCUL a fazer um serviço especial FILDA com autocarros a fazerem o trajecto dos pontos Capalanga, Vila de Viana e Sanzala.

Núcleos onde confluem autocarros oriundos de todos os pontos da província, nomeadamente a centralidade 44, o Largo das escolas (1º Maio), centralidade do Sequele, centralidade do Kilamba, catete, Kalumbo, entre outras.

Temos também dois mini-bus para o transporte de todos os visitantes que vierem de táxi da entrada da ZEE até ao espaço FILDA. Para além disso, existe um Parque de estacionamento com viaturas da Allô Táxis, do HCTA estão a sair shuttles a acompanhar todos os que aí se hospedarem e, para quem tem viatura própria, colocamos à disposição parque de estacionamento gratuito para mais de 3.500 viaturas.

Pensa que estão criadas as condições para que a FILDA volte a ser a grande montra de promoção das oportunidades de negócios de Angola?

Pela experiência que tivemos no ano passado e o acréscimo no nível de inscrições deste ano, tudo nos leva a crer que as empresas e o sector privado continuam a apostar e a acreditar na economia nacional.

Neste momento temos mais de 350 expositores oriundos de cerca de 17 países. Com as aberturas que vão sendo dadas pelo novo Governo, acredita que os potenciais investidores estrangeiros passarão a ter mais confiança no mercado angolano? Estamos a caminhar a passos largos no sentido de dar resposta à intenção do Executivo na criação de políticas para negócios mais favoráveis.

Pelo nível de delegações estrangeiras que vão participar na FILDA 2018, em relação à que participou em 2017, acreditamos que é, de facto esse o posicionamento externo. Apesar de o calendário anual reservar muitas feiras para atracção de investimentos, os potenciais investidores ainda apresentam muitos problemas, sobretudo, burocráticos.

O que pensa sobre isso?

O Governo angolano está a criar fortes políticas no sentido de colmatar essa burocracia, nomeadamente no que diz respeito a serviços e fronteiras.

A ideia da realização da FILDA no espaço da Zona Económica é de ir ao encontro dos investidores?

A Zona Económica Especial fica próxima às principais centralidades. Para além disso, vários são os parques industriais na área. O objectivo é transformar a ZEE numa Cidade Empresarial, permitindo fomentar o emprego e o incremento da competitividade entre as indústrias nacionais.

Qual será a área total?

O novo espaço FILDA tem 28.000m2. Está munido de posto médico, bombeiros, Posto de Polícia, restaurantes, áreas lounge, sala de conferências, estacionamento para mais de 5.000 viaturas, serviço de táxis, entre outras comodidades. Expositores e visitantes terão a oportunidade de partilhar opiniões, apresentar serviços e produtos no mesmo espaço. Quantas empresas nacionais estão inscritas? Temos mais de 222 empresas Nacionais. …E estrangeiras? Neste momento já ultrapassámos as nossas perspectivas.

Estão 17 países inscritos, entre os quais, Angola (país Anfitrião), Alemanha, África do Sul, Brasil, EUA, Holanda, India, Japão, Itália, Gana, Macau , Moçambique, Portugal, Suécia, , Reino Unido, Rússia e Uruguai.

O que os países convidados vão trazer para expor?

Sendo a feira de carácter sectorial que sempre foi a FILDA, temos empresas do comércio, decoração, máquinas e equipamentos, transportes, alimentação, energia e águas, agro-negócio, indústria, entre outros. Várias são também as activações de marca previstas durante o certame.

Acreditamos que esta 34ª Edição da Feira Internacional de Luanda permitirá recuperar a confiança neste evento que é há longas décadas tem sido um símbolo do desenvolvimento económico e social de Angola.

Mais de Kz 400 milhões investidos

A realização da 34ª Feira Internacional de Luanda (FILDA) envolve um orçamento de Kz 477,4 milhões. O evento organizado pelo Ministério da Economia e Planeamento, numa parceria com Arena Eventos, acontece entre os dias 10 e 14 de Julho, na Zona Económica Especial, em Luanda.

Cerca de 15 países confirmaram a sua participação, com destaque para África do Sul, Portugal, Suécia, Itália, Alemanha, Holanda, Reino Unido, Rússia, Gana, Moçambique, Uruguai, Brasil e Estados Unidos. Fala-se num total de 120 expositores e estrangeiros e mais de 200 nacionais.

A organização da feira espera na ZEE, situada no município de Viana, mais de seis mil visitantes por dia, entre estudantes, empresários e profissionais das diversas áreas. Contrariamente ao espaço de exposição da Baía de Luanda, onde decorreu a 33ª edição da FILDA, na ZEE, com quase três hectares, há uma ampla área para parqueamento de viaturas de visitantes e expositores, espaços para restauração e área administrativa.

A abertura oficial da FILDA acontece amanhã, e vai igualmente contar com workshops sobre temas diversos voltados à vida económica e financeira do país.

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