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Sociedade civil debate autarquias no Cazenga

Membros da sociedade civil realizaram ontem, no município do Cazenga, uma mesa redonda subordinada ao tema “As autarquias”, tendo apelando aos cidadãos para ficarem mais atentos, participando mais, em todas as matérias, na vida do país

Texto de: Maria Custódia

A activista Laura Macedo, uma das mentoras do projecto, disse em declarações a OPAÍS que a iniciativa tem lugar pela segunda vez neste município e visa elucidar o cidadão em matéria do pacote legislativo autárquico. No encontro, referiu, apresentam e deixam os cidadãos ler as propostas do Executivo para que os mesmos possam ver se estão ou não de acordo, sobre o que acham que deveria mudar, o que se deve manter de modo a que eles possam pensar e reflectir sobre as autarquias.

Laura Macedo defende que ao participar na vida do país os cidadãos estarão a participar da sua própria vida e a melhorá-la, indicando aos dirigentes do país o que eles pretendem.

“A mim e aos meus dois colegas o que nos interessa é a melhoria da vida do cidadão, que o cidadão entenda o que estão a fazer para ele. Se está de acordo ou se prefere de outra maneira”, frisou Laura Macedo, acrescentando que que o seu maior objectivo é pôr os cidadãos das comunidades menos favorecidas a falarem sobre o assunto das autarquias.

Assegurou que o projecto prevê realizar quatro sessões em cada município de forma intercalada, expandindo-se para todos os municípios da província de Luanda numa primeira fase. Referiu ainda que este é um projecto que visa produzir diálogo nas comunidades. “Sabem que as comunidades não são muito de falar dos assuntos com mais seriedade, as pessoas falam um bocadinho em casa, outro bocadinho aqui. Com este projecto pretendemos entrar nas comunidades”, sublinhou.

A activista adiantou que fazem parte do projecto, além dela, Leonardo Ngola e Osvaldo Caholo. “Este projecto é de cidadão para cidadão, não está ligado a nenhum partido político. Nós não queremos saber dos partidos, não temos partido”, frisou. Manifestou-se satisfeita pela participação das pessoas, visto que estão a aproximar-se mais, a conversar e a colocar as suas dúvidas.

“Nós também pomos as nossas dúvidas, os nossos anseios, os nossos receios. Vamos buscar exemplos de outros países porque, como sabe, as autarquias já andam no mundo desde antes de Cristo, não é de hoje, nós não estamos a inventar, Angola não está a inventar nada com as autarquias”, finalizou. A próxima sessão está agendada para Domingo (15) no município de Belas.

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