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África do Sul liberta filho de Zuma sob fiança em caso de corrupção

Duduzane Zuma, filho do ex-Presidente sulafricano Jacob Zuma, foi libertado sob fiança Segunda-feira, depois de comparecer no tribunal sob acusação de corrupção, o mais alto perfil a ser processado até agora pelas investigações sobre corrupção.

O Tribunal Especializado em Crimes Comerciais de Joanesburgo ordenou que Duduzane Zuma, que regressou à África do Sul na semana passada para assistir ao funeral do seu irmão, pagasse uma fiança de 100 mil rands (USD 7.440). O seu caso foi adiado até 24 de Janeiro de 2019. A sua aparição em tribunal marca uma reviravolta dramática nos nove anos de poder de Jacob Zuma, quando acusações de corrupção envolvendo altos funcionários raramente foram investigadas.

O sucessor de Zuma, o Presidente Cyril Ramaphosa, apostou em erradicar a corrupção em Fevereiro, desde que se tornou Chefe de Estado. Duduzane enfrenta acusações de corrupção e conspiração, que os seus advogados dizem que ele vai contestar. Eles se relacionam com as alegações de que, em Outubro de 2015, ele levou o ex-vice-ministro das Finanças, Mcebisi Jonas, a uma reunião com a família Gupta, amigos do seu pai e tentou subornar Jonas na sua presença.

Os Guptas ofereceram a Jonas o cargo de ministro das Finanças em troca de uma transferência bancária de 600 milhões de rand e 600.000 rands em dinheiro, se Jonas ajudasse os Guptas nos seus empreendimentos comerciais, segundo uma acusação provisória vista pela Reuters. Os Guptas negaram que houvesse algo desfavorável no seu relacionamento com o ex-Presidente Zuma, mas tais laços serão investigados como parte de um inquérito sobre tráfico de influências que deve começar no final deste ano.

O paradeiro das Guptas não é conhecido publicamente, e uma tentativa de contactar um representante legal para eles não teve sucesso. Duduzane, que ocupou altos cargos em vários negócios da família Gupta, foi brevemente detido no aeroporto principal de Joanesburgo, Quinta-feira, devido às alegações feitas por Jonas em 2016. Na época, uma unidade de investigação da Polícia sul-africana de elite, a Hawks, instaurou um processo de investigação a Duduzane e à família Gupta, que porém conheceu poucos progressos até que Zuma deixou o poder. Duduzane, que Segunda-feira parecia à vontade e brincava com jornalistas na corte, apesar de ter sido algemado, recebeu a ordem de entregar o seu passaporte e se apresentar semanalmente à Polícia pelo magistrado Jeremy Jansen van Vuuren.

Os advogados de Duduzane disseram que acreditavam que o caso contra ele era fraco. Os advogados do estado referiram que ainda estavam a investigar o caso contra Dududzane. Este também deveria comparecer esta semana ao Tribunal de Justiça de Randburg, em Joanesburgo, para enfrentar acusações de homicídio culposo num acidente de viação fatal em 2014, quando o seu Porsche 911 embateu num táxi mini-autocarro, matando uma mulher e ferindo gravemente outro que posteriormente morreu no hospital. Ele disse que antes do choque o seu carro embatera numa poça de água. Os seus advogados prometeram contestar as acusações de homicídio. Jacob Zuma também esteve em tribunal no mês passado, sob acusação de corrupção referente a um acordo de armas de USD 2,5 bilhões dos anos 90. O patriarca dos Zuma nega irregularidades nesse caso, e os seus partidários alegam que ele é vítima de uma caça às bruxas politicamente motivada.

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