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Cultura angolana em análise no VI Conselho Consultivo em Cabinda

O encontro presidido pela titular da pasta da Cultura, Carolina Cerqueira, conhece a participação de várias entidades, entre as quais a ministra do Turismo, Ângela Bragança, a ministra do Ambiente, Paula Francisco, o ministro cabo-verdiano da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, e demais individualidades

POR: Augusto Nunes

Os desafios da Cultura no quinquénio 2018/2022, assim como o Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) e a implementação da legislação cultural continuam a dominar o VI Conselho Consultivo Alargado do Ministério da Cultura, aberto ontem na cidade de Cabinda pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira. Durante três dias, os participantes passarão também em revista aspectos referentes à proliferação do fenómeno religioso, o papel das autoridades e instituições do poder tradicional na promoção das autarquias e o redimensionamento dos serviços culturais O encontro, que decorre sob o signo “Cultura, um desafio do desenvolvimento: Potenciemos as indústrias culturais e valorizemos o património cultural nacional e mundial”, inclui ainda um balanço das actividades desenvolvidas no ano laboral 2017, o I Semestre de 2018, bem como perspectivará o II Semestre do ano 2018. O programa inclui igualmente uma mesa redonda ministerial sob moderação da ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, e visitas a locais turísticos e culturais.

A agenda inscreve ainda debates sobre estratégias visando o fomento das artes, das indústrias culturais e criativas e o redimensionamento dos serviços culturais nas embaixadas, entre outros temas. Ontem, na abertura da sessão, a ministra Carolina Cerqueira advogou a necessidade do reforço do projecto de municipalização da cultura, através de acções no domínio dos espectáculos e das casas de cultura, dotadas de um espaço museológico e outro para leitura, o resgate das manifestações artísticas de cada região e a promoção do gosto pelas artes e pela literatura.

A governante realçou que os municípios devem organizar feiras do artesanato e exposições, utilizando recursos próprios e difundindo a criatividade local. A ministra referiu que nos próximos dias será criado um grupo de trabalho destinado a materializar esta tarefa em moldes profissionais e competentes, para que não sejamos ultrapassados por outros. Frisou a necessidade de dinamizar o turismo cultural, a criação de um guia que comporte os principais pontos turísticos de cada província, e que esteja disponível nas agências de viagens, nas embaixadas e nas delegações da companhia aérea angolana no exterior do país.

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