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Nono jovem retirado da gruta na Tailândia

Uma nona criança foi retirada hoje da gruta de Tham Luang, em Chiang Rai, no norte da Tailândia, confirmou um oficial dos fuzileiros navais.

 No início da operação de hoje, para resgatar os quatro jovens e o treinador que ainda permaneciam no interior da gruta, as autoridades manifestaram-se determinadas em concluir a operação até final do dia.Além das quatro crianças que ainda permaneciam na gruta com o treinador, deverão igualmente sair hoje um médico e três mergulhadores dos comandos da marinha tailandesa, que ficaram junto do grupo desde que foi encontrado, no início da semana passada, Os oito elementos da equipa de futebol que tinham já sido retirados da gruta e que estão internados mantêm-se em quarentena no hospital a aguardar confirmação sobre eventuais infeções. Dois estão a ser tratados por sinais de pneumonia. O último na lista do resgate, o treinador budista que ajudou as crianças com meditação.

 O treinador de futebol que está ainda aprisionado numa gruta em Mae Sai, Tailândia, com mais quatro crianças deverá ser o último a ser resgatado, de acordo com as últimas informações divulgadas pelas autoridades. No domingo foram salvas quatro crianças, na segunda-feira outras tantas, e hoje a prioridade definida pelas autoridades aponta para o mesmo número de extrações da gruta, ficando o treinador, que foi monge budista durante uma década, para a última tentativa de resgate, de preferência ainda durante o dia, já que as condições climatéricas pioraram nas últimas horas.

Quando a equipa de mergulhadores britânica encontrou os jovens, estes estariam a meditar, num exercício que tem ajudado a acalmar as crianças desde 23 de junho, quando foram surpreendidas pela inundação parcial do complexo subterrâneo montanhoso Doi Nang Non.O agora treinador Ekapol Chanthawong, de 25 anos, foi um monge budista durante uma década e, de acordo com várias publicações e agências noticiosas, tem ensinado as crianças a meditar, não só para assegurar que se mantenham calmas, mas também que reservem as energias numa situação extrema que dura há mais de duas semanas.

Nos primeiros nove dias, e até serem encontrados, estiveram sem água e sem comida.Depois do sucesso de segunda-feira, que eleva para oito o número de crianças que estão já a receber tratamento hospitalar em Chiang Rai, capital da província, o líder da célula de crise salientou a maior rapidez da operação, que necessitou de menos duas horas do que o primeiro resgate.“Pensamos que podemos fazer melhor amanhã [hoje], e vamos ter sucesso: 100%!”, disse Narongsak Osottanakorn na última conferência de imprensa, cerca de duas horas depois das operações de resgate serem suspensas.

Chuvas fortes estão a marcar hoje o início das operações de resgate, que terão começado pelas 08:00 locais.Este era o cenário que as autoridades tailandesas receavam, colocando mais pressão ainda na missão dos mergulhadores, uma vez que continuam a chegar informações sobre a descida na percentagem de oxigénio no ar no complexo subterrâneo da Doi Nang Non, que se estende por quatro quilómetros, com água a atingir o teto em algumas secções.No domingo também choveu bastante, mas na segunda-feira o mesmo chefe da célula de crise afirmou que tal não tinha alterado o nível da água na gruta.

Durante toda a madrugada e manhã choveu no local onde decorrem as operações de socorro.Todos os rapazes internados têm de usar óculos escuros para se acostumarem à luz do dia, depois de quase duas semanas encurralados na gruta, sem comida.Os 12 rapazes e o treinador foram explorar a gruta depois de um jogo de futebol no dia 23 de Junho.

Na altura, as inundações resultantes das monções bloquearam-lhes a saída e impediram que as equipas de resgate os encontrassem. O acesso ao local onde ficaram encurralados só é possível via mergulho, através de túneis escuros e estreitos, cheios de água turva e correntes fortes.

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