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ADRA vai auscultar comunidades rurais sobre autarquias

A organização não-governamental vai actuar em 13 municípios e algumas comunidades específicas, entre as quais a dos San e a dos Gambos, no Sul do país

Texto de: Dani Costa

O Ministério da Administração do Território e Reforma do Estado (MAT) assina ainda este mês de Julho um acordo de parceria com a Acção Angolana para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA) para que esta última se ocupe do processo de auscultação sobre as autarquias junto das autoridades tradicionais e de grupos específicos existentes no país.

Segundo apurou OPAÍS, o trabalho será desenvolvido em 13 municípios das províncias do Huambo, Benguela, Huíla, Cunene, Malanje e arredores de Luanda. As áreas em que a instituição liderada por Belarmino Jelembi deverá intervir é constituída fundamentalmente por comunidades rurais, sobretudo grupos de agricultores, pescadores, comerciantes, membros de associações, funcionários das administrações comunais e líderes religiosos.

Tendo em conta a sua influência nas zonas rurais, fruto de vários anos de trabalho e projectos implementados, o Ministério da Administração do Território e Reforma do Estado vai confiar igualmente à ADRA a consulta às instituições do poder tradicional, isto é, os sobas, e outros líderes tradicionais nos mais de 10 municípios selecionados.

‘As pessoas a integrar no processo, na sua maioria são aquelas com quem já existe uma relação de confiança, pelo que não há problemas quanto à mobilização, nem constrangimentos na exposição de pontos de vista’, segundo revelou a fonte a OPAÍS.

Além dos grupos acima menced ida cionados, a ADRA irá concentrar também as suas baterias para grupos específicos como a comunidade San, no Sul de Angola, consultas em regiões fronteiriças com a República da Namíbia e nos Gambos.

Durante cinco semanas intensas, com um grupo significativos de agentes no terreno, os técnicos da referida organização não-governamental vão percorrer as comunidades locais pouco abrangidas pela consulta realizada pelas autoridades governamentais.

Uma fonte contactada por este jornal garantiu que o resultado desta consulta será submetido ao Ministério da Administração do Território e partilhado com outras instituições do Estado e a própria sociedade civil. ‘Cremos que a escolha da ADRA teve em conta a proximidade desta instituição e a experiência que tem com a própria comunidade rural.

Houve inicialmente um contacto prévio e creio que as partes terão chegado já a um entendimento para se começar a trabalhar’, garantiu uma fonte deste jornal, realçando que as portas estarão abertas às outras organizações, desde que tenham experiência e apresentem uma boa folha de serviço, à semelhança, por exemplo, do que tem sido feito pela ADRA.

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