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PGR reafirma que Lucas Chivukuvuku morreu no acidente

Os médicos que fizeram a autópsia aos restos mortais do malogrado recomendaram a realização de mais investigações, mas o procurador-geral adjunto da República, Mota Liz, afirma que as investigações preliminares levados a cabo por cinco magistrados, que juntaram testemunhas e vestígios materiais, sustentam a teve da Polícia Nacional

POR: Milton Manaça

Segundo Mota Liz, o resultado da autópsia feita por médicos legistas confirmam que Lucas Chivukuvuku morreu de acidente de viação a bordo de um táxi perto da Unidade Operativa de Luanda. Em conferência de imprensa realizada na tarde de ontem na capital, o procurador-geral adjunto da República reforçou a posição da Polícia Nacional realçando que a morte do jovem de 32 anos nada tem a ver com a profissão que exercia. O relatório feito por cinco magistrados envolvidos na investigação, que de acordo com Mota Liz, juntou fotografias do local do acidente, testemunhas e as vestes com que o falecido foi encontrado na morgue do Hospital Josina Machel, “permite- nos afirmar com segurança que as circunstâncias da morte foram o acidente de viação”.

Sobre o alegado envolvimento de Lucas nas investigações de corrupção, em que supostamente estão envolvidas figuras de proa do país, Mota Liz descartou tal possibilidade e afirmou que o malogrado era um simples funcionário de secretaria e exercia essencialmente funções administrativas. “O nosso funcionário não tinha funções de comando e investigação de processos complexos. Não tinha capacidade de bloquear contas”, declarou. O responsável disse que a PGR tem duas direcções que cuidam de procedimentos complexos, a Direcção Nacional de Combate à Corrupção e a Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal, e Lucas Chivuvuku não estava enquadrado em nenhuma delas.

Inibir o combate à corrupção Mota Liz entende ser necessário quebrar o ‘mito’ de que existe criminalidade organizada que tem como finalidade perseguir funcionários e magistrados comprometidos no combate à corrupção e à impunidade, considerando que este seria um “exemplo infeliz e desrespeito à memória da vítima”, que classificou como “um funcionário que exercia bem as suas funções”. O magistrado acrescentou que esta postura pode inibir os seus colegas e criar um receio na actuação de quem está comprometido no combate a estes males. Questionado sobre se existem muitos casos de corrupção em investigação pela PGR para que se faça associação com o crime em causa, Mota Liz respondeu positivamente, explicando que é um desafio do país. Apontou como exemplo os crimes de fraude financeira, improbidade na gestão da coisa pública e outras relacionadas aos chamados crimes de colaria branco.

Médicos recomendam mais investigação

Ainda assim, os médicos que observaram os restos mortais do sobrinho de Abel Chivukuvuku recomendaram que se façam exames complementares para se determinar exactamente as causas da morte. “Em caso de ser um veículo, este deveria ser de grande porte e com a parte frontal plana, não obstante, preferimos afirmar que se trata de uma morte por se investigar mais”, dizem os médicos na conclusão da autópsia lida por Mota Liz. Mas o procurador frisou que a autópsia é uma referência e não um meio de prova absoluto, pois devem ser complementadas com outros elementos, como testemunhas e outros factos envolventes. A possibilidade de um homicídio voluntário foi levantada pelos familiares da vítima, tendo como voz principal o presidente da Coligação CASA-CE, Abel Chivukuvuku, tio da vítima, afirmando que o seu sobrinho teria sido asfixiado na sequência de investigações que desenvolvia relacionadas com casos de corrupção.

Abel Chivukuvuku mostrara-se desagradado com as circunstâncias em que o Lucas eventualmente teria sido assassinado e exigiu das autoridades justiça, porque, segundo ele, outras famílias sem expressão teriam dificuldades de o fazer caso um dia lhes venha a acontecer. Mota Liz assegura que as declarações do líder da CASA-CE não vão atrapalhar as investigações, todavia, caso haja evidências contrárias ao que foi referido acima, a PGR vai continuar a averiguar. Lucas era filho do Político Américo Chivukuvuku e era funcionário da Procuradoria há 10 anos. O Comando Provincial da Polícia Nacional em Luanda, em comunicado, revelou que Lucas Chivukuvuku foi vítima de acidente de viação às 0:00 de Sextafeira, 05, resultante de um despiste e consequente tombo da viatura em que viajava.

O comunicado refere que a vítima estava a bordo de um Toyota Hiace, de cor azul e branca, com a chapa de matrícula LD-41-01-FQ, conduzida pelo cidadão João Catarina Eduardo, 29 anos de idade, cuja taxa de álcool no sangue era de 1.05gls. O taxista, ao descrever a rotunda por baixo do viaduto da Unidade Operativa de Luanda – Avª Deolinda Rodrigues, no sentido poente, perdeu os travões e, ao tentar dominar o veículo, embateu no lancil e causou o tombo da viatura. “Como consequência do acidente, um dos ocupantes (na altura da ocorrência não identificado por não se fazer acompanhar de qualquer tipo de identificação) acabou por perder a vida ainda no local da ocorrência”, lê-se no comunicado.

acidente de viação às 0:00 de Sexta-feira, 05, resultante de um despiste e consequente tombo da viatura em que viajava. O comunicado refere que a vítima estava a bordo de um Toyota Hiace, de cor azul e branca, com a chapa de matrícula LD-41-01-FQ, conduzida pelo cidadão João Catarina Eduardo, 29 anos de idade, cuja taxa de álcool no sangue era de 1.05gls. O taxista, ao descrever a rotunda por baixo do viaduto da Unidade Operativa de Luanda – Avª Deolinda Rodrigues, no sentido poente, perdeu os travões e, ao tentar dominar o veículo, embateu no lancil e causou o tombo da viatura. “Como consequência do acidente, um dos ocupantes (na altura da ocorrência não identificado por não se fazer acompanhar de qualquer tipo de identificação) acabou por perder a vida ainda no local da ocorrência”, lê-se no comunicado.

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