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Jogo sem graça

Há casas desarrumadas e que os seus donos não se importam com o estado em que estão, independentemente de quem os visite. Há também aqueles casos em que a casa é tornada num brinco quando vão receber visitas.

POR: José Kaliengue

E há outras que têm neste tal brinco a sua forma de estar. Com a casa permanentemente apresentável e porque gostam de merecer eles próprios o seu espaço limpo, saudável, aprazível. A maior parte dos nossos governos provinciais e administrações municipais comportam-se como aqueles desleixados que acumulam lixo, insectos, doenças, mas que na iminência de uma visita gastam as energias que lhes sobram para fingir que têm a casa sempre arrumada. É o que viveram esta semana os lubanguenses, com direito a estradas lavadas, passadeiras e lancis de passeios pintados, repuxos de água a funcionar, buracos nas estradas tapados, etc.. Foi fácil adivinhar que o Presidente da República iria visitar a cidade, tal como é fácil adivinhar que depois da sua partida tudo voltará à normalidade do lixo, dos buracos, das falhas de água e de electricidade. Este é um jogo que se repete, que é perverso e para o qual já não há a menor paciência. É uma brincadeira sem graça. Cruel!

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