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Polícia inconformado com a separação mata esposa

Pouco antes de apontar a arma contra si mesmo e tirar a própria vida, o agente da Polícia Lázaro ireneu Carvalho fez três disparos na região da barriga a sua exmulher, Filomena Fernandes, que veio a perder a vida na Clínica Girassol

POR: Romão Brandão

O bairro da Samba, a família Fernandes e a escola São José de Cluny foram surpreendidos, na última Quarta-feira, com a triste notícia da morte de Filomena Fernandes, de 32 anos, por disparos de arma de fogo, feitos pelo ex-marido Lázaro Ireneu de Carvalho, de 36 anos. O casal vivia maritalmente há 12 anos, tiveram um filho que agora tem 10 anos, tendo-se separado em Janeiro do corrente ano. Segundo Florinda Fernandes, de 26 anos, irmã de Filomena, a separação surgiu pelo facto de o cunhado ter mostrado péssimos comportamentos, nomeadamente não sustentar a família e muitas vezes ter sido machista e agressivo.

No bairro da Samba, município de Luanda, onde aconteceu o homicídio e consequente suicídio, era em casa da irmã mais que Filomena residia temporariamente, depois da separação, também porque ficava-lhe mais próximo da universidade que frequentava. Ireneu, como era conhecido, dirigiu-se a casa da cunhada com o objectivo de conversar com sua esposa sobre a situação em que estava o casal: separado. Filomena estava na universidade, mas o cidadão decidiu esperar pelo regresso da mulher, tendo pedido que a cunhada, neste caso Florinda Fernandes, lhe servisse duas cervejas de marca Eka, também porque naquela casa vendem bebidas a grosso e a retalho.

“Pela forma como ele chegou, desconfiei logo que teria problemas. Saí para estacionar o carro, deixei-o na sala a beber as duas cervejas e liguei para minha irmã. Ela não atendia, porque estava a fazer prova de recurso, deixei uma mensagem”, conta Florinda. Tão logo Filomena retomou a ligação foi informada da presença do marido em casa e que este estava em condições não muito boas, pelo que não devia aparecer, de forma a evitar problemas. Filomena disse que estava bem, mas o espanto de Florinda foi, horas depois, ter visto a irmã a entrar em casa. “Ela chegou, foi deixar a pasta no quarto e o Ireneu seguiu. Estiveram a conversar no quarto até que ele perguntou onde iria dormir e a minha irmã disse que seria na sala, porque ela estava a dormir no quarto com uma prima e o bebé desta.

Só ouvimos já muitos disparos. Fomos ao quarto, eu e a minha madrasta, pedimos clemência, a minha irmã já estava no chão a sangrar”, detalhou. Enquanto Florinda chorava perto da irmã e a madrasta pedia para Irineu não fazer aquilo, o polícia voltou a disparar, desta vez contra a madrasta, tendoa atingido, de raspão, na face esquerda. Minutos depois, apontou a arma para o sei queixo e disparou, tendo a bala saído pela parte superior da cabeça. Florinda, ao ver que a irmã ainda respirava, pegou na viatura e tentou socorre-la. Ainda conseguiram chegar a Clínica Girassol, mas pouco tempo depois receberam a triste notícia de que Filomena Fernandes, professora na Escola São José de Cluny, acabava de falecer.

O ex-esposo perdeu a vida no local do crime. Ireneu, para além de polícia, era estudante do 4º ano de Psicologia no ISCED e também professor do São José de Cluny. Esta instituição, diante da triste notícia, fez sair um comunicado decretando luto com interrupção de aulas nos dias 12 e 13 do corrente. Enquanto a nossa equipa contactava a família da professora Filomena, um grupo de alunos, acompanhados por madres da referida instituição de ensino, fazia uma oração na casa do óbito, no Grafanil Bar, Viana. Filomena Fernandes, que deixa um filho, com Lázaro Ireneu de Carvalho, de 10 anos, vai a enterrar no Libolo, município do Cuanza-Sul, sua terra natal. A nossa equipa tentou contactar a

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