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Embondeiros

Para hoje, Sábado, ocorreu-me escrever sobre algumas coisas, mas nenhuma delas se apresentava de forma sólida a iniciar uma linha.

POR: José Kaliengue

Ocorreu-me escrever sobre o facto de o governador da Huíla se ter perdido entre os papéis do seu discurso, sobre a minha expectativa gorada num pronunciamento público do Presidente da República na Huíla, desta vez também. Ocorreu-me igualmente escrever sobre algumas queixas que as pessoas fazem sobre as acessibilidades à FILDA, o velho problema da mobilidade. Pensamos nós que é possível desenvolvimento sem mobilidade garantida, como se fosse possível fazer-se alguma coisa de jeito estando parados. Ocorreu-me ainda escrever sobre as mais recentes “trumpadas” do Presidente norte-americano. E até sobre a fé que aguentou adolescentes tailandeses durante nove dias até serem encontrados debaixo de uma montanha, no escuro, com humidade, frio, sem comida… Mas quero apenas chamar a atenção dos nossos ecologistas e Governo para uma coisa que já está a comover e a mobilizar o mundo e que para nós, aqui, é tipo nada: os embondeiros estão a morrer. Os cientistas não encontraram ainda explicações para o fenómeno. São árvores que vivem milhares de anos, existem mais velhas do que Cristo. Bem, eles que se preocupem lá fora, aqui eles, os embondeiros, morrem de “morte matada”. Nisso, nós não maiamos.

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