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Fazenda vai produzir 10 hectares de flores no Cuanza-Norte

Localizada em Camabatela, na província do Cuanza-Norte, a Fazenda Crisgunza prevê produzir mais de 10 hectares de flores diversas, com destaque para rosas de porcelana, helicónias, roseiras. O grupo diz estar disposto a participar na diversificação agrícola de modo a reduzir o índice de importação de flores

POR: Hélder Caculo

Durante as várias reportagens efectuadas nos 28 mil metros quadrados do pavilhão onde decorre a 34ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), uma empresa chamou a atenção da equipa de reportagem de OPAÍS, pelo tipo de negócio que expunham. Trata-se do grupo empresarial Crisgunza Angola, que se dedica à produção agrícola, particularmente, a floricultura. Com uma fazenda localizada a 21 quilómetros do município sede da província do Cuanza-Norte, a Fazenda Crisgunza está a desenvolver um projecto agrícola que vai produzir flores naturais diversas numa área de 10 hectares, com destaque para a produção de rosas de porcelana, helicónias e roseiras. Na conversa com um dos seus responsáveis, o engenheiro agrónomo Augusto Capango, ficou-se a saber que a empresa quer abastecer o mercado angolano com flores naturais originárias da província do Cuanza-Norte.

“Pretendemos dar resposta ao apelo do Governo no que toca à diversificação da agricultura. Montamos uma estufa para cobertura e produção de matéria-prima verde. Estamos a desenvolver o cultivo de palmeira de dendém que tem como suporte o cultivo de flores”, disse. O responsável disse que numa primeira fase, o projecto arrancou com um viveiro de 2 hectares para o cultivo de helicónias, roseiras e rosas de porcelana. Até 2019 a fazenda prevê atingir cerca de 10 hectares para a produção de flores e 500 hectares para o cultivo de palmeira de dendém. “Os benefícios são múltiplos 18 O PAÍS Sábado, 14 de Julho de 2018 para o país. Temos verificado que em todos os grandes eventos como casamentos, cerimónias fúnebres e governamentais, que as flores artificiais importadas são as mais solicitadas, quando o país tem capacidade para produzir flores naturais.

É esse o paradigma que pretendemos mudar, de modos a reduzirmos também a importação de flores”, explicou. Entre os grandes desafios da empresa, segundo Augusto Capango, constam as dificuldades no acesso às divisas para obtenção de matérias- primas e máquinas, o mau estado das vias para transportação dos produtos, assim como a fraca cultura dos angolanos no que diz respeito à utilização de flores. Entretanto, apesar de ser uma actividade nova no sector agrícola, o grupo Crisgunza está confiante no potencial da floricultura que desenvolve e tem na mira as grandes superfícies comerciais de Luanda, como principais clientes. “A venda das flores é um grande desafio, tendo em conta a cultura do país e a concorrência com as flores artificiais importadas. Mas chegaremos, em breve, a vários pontos do país, sobretudo, em Luanda”, disse. Augusto Capango avançou que além da produção do dendém, a empresa vai apostar na transformação do produto em óleo de palma e outros derivados.

Sobre o Grupo

Crisgunza é um grupo empresarial privado que nasceu na província do Cuanza-Norte, actua em sectores como agricultura, turismo, aviação, transporte e construção. Neste momento a produção agrícola é a actividade mais recente do grupo, onde além do cultivo de palmeiras de dendém, produz igualmente flores diversas. O projecto agrícola do grupo representa um investimento de cerca de um milhão de dólares.

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