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Isabel Alberto: A produtora de trajes africanos que quer ser fornecedora

Começou a vender sandes de pão com manteiga à porta de casa e já vendeu de tudo um pouco. Aos 48 anos de idade, é proprietária de um atelier que confecciona roupas africanas, em Luanda.

POR: Patrícia de Oliveira

Nunca chegou a trabalhar para empresas, mas muito cedo teve contacto com o comércio. Aos 12 anos de idade, Isabel Alberto vendia sandes de pão com manteiga no mercado na sua terra natal, município de Kimbele, no Uíje, e não mais parou. Há mais de 20 anos no comércio, Isabel Alberto já comercializou de tudo um pouco, desde a água ao pão. Lembra-se de que fez a sua primeira viagem com destino ao Brasil, onde comprou produtos diversos para vender em Luanda. No país do Samba, como também é conhecido o Brasil, comprou chinelas, sambas, roupas e vendeu na capital do país. A empreendedora entrou no mundo da moda em 2004, quando viajou para o Benin com o intuito de comprar tecidos de alta qualidade. Feitas as compras, desenhou os modelos e mandou reproduzir. “No Benin resolvi procurar um costureiro.

Mandei fazer camisas, vestidos, fatos para senhoras, bubus e outros trajes e vendi em Luanda”, lembra. Depois criou as Organizações Luicofil, em 2016. Com a crise económica, Isabel Alberto parou de viajar por falta de divisas. Por isso , alugou em espaço e contratou dois especialistas na confecção de roupas africanas de diversos estilos. Conta que com a venda de roupas tem um rendimento mensal de 200 mil Kwanzas. Localizado na rotunda da Gamek, as Organizações Luicofil vendem roupas africanas, panos, tecidos, calçados, perfumes, joias, cabelo brasileiro e conta com uma boa gama de clientes. A empreendedora já participou em muitos eventos para expôr os seus produtos, conhece todas as províncias do país e conta com a ajuda dos filhos para levar adiante o negócio de roupas africanas.

“Quando surgem convites para participar em exposições, vendemos grandes quantidades de produtos. As peças mais vendidas são as camisas africanas para homem e acessórios para as senhoras”, disse. Na FILDA, o Stand de roupas africanas de Isabel Alberto desperta a atenção dos visitantes amantes do bom gosto e a curiosidade em saber onde são feitas as camisas. Como todo o tipo de negócio, os preços das camisas africanas e roupas para senhora variam consoante o estilo e o tecido de Kz 10 a 50 mil. Para a comerciante, a principal dificuldade para manter a empresa continua a ser a falta de divisas para comparar os produtos. À procura do sustento para família, Isabel Alberto teve a oportunidade de visitar países como India, Congo, Benin, França, EUA e China

Projectos

A empreendedora tem como meta fazer crescer a empresa, aumentar o número de funcionários, fornecer equipamentos ou fardas para as empresas.

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