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Acidentes matam mais de 70 nas estradas nacionais

A inobservância das regras de trânsito, o excesso de velocidade e as péssimas condições de alguns troços (que apresentam falta de iluminação e precariedade do tapete asfáltico) estiveram na base destes acidentes que causaram ainda o ferimento de 519 pessoas

Texto de: Domingos Bento 

As Estradas Nacionais (EN) que ligam as principais capitais de província do nosso país registaram, de Janeiro a Junho deste ano, a morte de 74 pessoas, em consequência de 509 acidentes de viação, segundo dados passados ontem ao OPAÍS pela Brigada Especial de Transito (BET).

O porta-voz daquele organismo do ministério do Interior, João Pereira, disse que a Avenida Fidel de Castro foi o troço que mais acidentes registou, com 356 ocorrências em diferentes períodos do dia.

Na sequência está a Estrada Nacional 100, que liga Luanda a Benguela, com 63 acidentes; a EN 230 Cuanza-Norte/Malange com 56 casos; a EN225, Luanda-Bengo-Uíge, com 20 acidentes; a EN120, Dondo/Kibala, com 07 casos e a EN210, que teve seis ocorrências.

De acordo com João Pereira, além de enlutarem dezenas de famílias com a produção desta elevada quantidade de mortos, os 509 acidentes de viação que as estradas nacionais registaram causaram ainda o ferimento de 519 pessoas, sendo muitas com ferimentos graves, podendo carregar sequelas para o resto da vida.

Tal como frisou, a inobservância das regras de trânsito, o excesso de velocidade e as péssimas condições de alguns troços (que apresentam falta de iluminação e precariedade do tapete asfáltico) estiveram na base destes acidentes que registaram um ligeiro aumento em comparação com o mesmo período do ano passado.

O Porta-voz da BET fez saber que, apesar das várias campanhas de sensibilização e das operações policiais em curso nos mais diversos troços que ligam o interior do país, muitos automobilistas insistem em desrespeitar as regras básicas de boa convivência no trânsito, acabando assim por colocar em risco as suas próprias vidas e de outros utentes da via. Segundo o oficial, a condução sob efeito de álcool, o excesso de velocidade (em vias com deformações) continuam a ser das principais práticas que têm resultado na morte e no ferimento de dezenas de cidadãos.

“É sempre triste ter que dar notícias de mortes no país. Gostaríamos de poder chegar ao final de cada período sem registo de vítimas mortais. E isso só será possível quando os próprios utentes da via começarem a tomar consciência dos seus actos, pautando-se por uma condução defensiva e responsável”, defendeu.

87 Atropelamentos

Por outro lado, João pereira deu a conhecer que, de Janeiro a Junho
deste ano, a sua instituição registou ainda o atropelamento de 87 pessoas quando tentavam fazer a travessia de um lado para o outro nas Estradadas Nacionais.

Deste total, crianças, idosos e mulheres representam as principais vítimas. Para o responsável, muitas destas ocorrências só se efectivaram devido à inobservância dos cuidados de segurança por parte de muitos peões que preferem abdicar das pedonais para fazer a travessia em pontos irregulares e considerados como críticos.

“A situação dos peões é outro problema que continuamos a enfrentar. Ainda há o péssimo hábito de as pessoas em fazerem a travessia na faixa de rodagem, mesmo com a construção de várias pedonais. É preciso muita sensibilização neste sentido, para evitarmos o registo de atropelamentos que têm sido muito frequentes, sobretudo na Avenida Fidel de Castro”, frisou.

Mais de duas mil multas

João Pereira fez saber ainda que, no mesmo período, foram aplicadas um total de 2 mil e seiscentos e cincos multas por diversas infracções ao Código da Estrada, a apreensão de mil e onze cartas de condução, mil e 594 livretes, a apreensão de 191 viaturas e a detenção de 50 indivíduos por condução sob efeito de álcool.

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