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Editorial: Saúde por campanhas

Há uma tendência que se está a instalar em Angola que representa bem aquilo a que se dá o nome de faca de dois gumes: as feiras e campanhas de saúde. Por um lado, vem ao de cima a solidariedade entre angolanos, a prestação social de algumas empresas e clínicas, quer tenham, ou não, um fito comercial disfarçado. Por outro, uma realidade crua e mais dura: o Estado não está capaz de levar os cuidados de saúde a todos os angolanos. Por isso vemos que a maior parte destas campanhas são desenvolvidas na periferia de Luanda, para os pobres. Estamos num país em que quando há uma crise de Saúde pública surgem ajudas de particulares e de empresas de ramos diversos e o Estado não cumpre uma das suas funções constitucionais, que é prover assistência médica aos cidadãos. Há gente que apenas sabe o que é estar ante um médico se uma campanha tocar a sua comunidade

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