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Mihaela Webba: “desenvolvimento do país só com gradualismo funcional”

É uma da vozes mais críticas do partido do “galo negro” no que concerne ao modelo de gradualismo geográfico defendido pelo Governo

POR: Maria Custódia

A deputada Mihaela Webba, do Grupo Parlamentar da UNITA, defendeu Sábado, 14, em Luanda, que o desenvolvimento do país passa necessariamente pela realização de eleições autárquicas funcionais. Falando numa palestra realizada na Casa da Juventude, em Viana, enquadrada nas festividades de mais um aniversário do padroeiro da JURA, braço juvenil da UNITA, Jonatão Chingunji (Samwimbila), a assinalar-se a 18 de Julho, reiterou ser o modelo ideal para Angola. Criticou o modelo autárquico geográfico defendido pelo Governo, argumentando que esse sistema é inviável para combater as assimetrias regionais, realçando ser possível “só com base no modelo funcional”.

Segundo a palestrante, o seu partido defende que as eleições devem ser realizadas em simultâneo em 164 municípios, nesta fase inicial, e posteriormente decidir-se-ia sobre aqueles que “vão se tornar supra-municipais e os que poderão passar para as autarquias intra-municipais”. A também jurista e especialista em Direito Constitucional explicou ainda que a grande discordância entre o seu partido e o Governo reside no modelo de realização das eleições autárquicas.

Na sua opinião, o gradualismo territorial ou geográfico é uma atitude de o Governo pretender excluir municípios onde pensa que terá dificuldades em ganhar as eleições autárquicas, denunciou. Explicou que as autarquias têm a ver com as pessoas que vivem nos municípios, razão por que reitera que o modelo a aplicar nas eleições autárquicas de 2020 deve ser o funcional, por ser o mais abrangente.

Aniversário da JURA

Chamado a intervir ao acto, o secretário-geral da JURA, Alicerces (Ali) Mango, assegurou que estão reunidas as condições para a celebração de mais um aniversário da instituição que dirige, a decorrer no dia 18 de Julho na província da Huíla. Por seu turno, o antigo secretário- geral desta organização, Álvaro Daniel, defendeu que a dinâmica desta força juvenil na fase actual deve estar virada para o crescimento do partido, para que o mesmo esteja em condições de ganhar as batalhas eleitorais(autarquias e legislativas).

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