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Trump põe Rússia entre ‘inimigos’ dos EUA antes da cúpula com Putin

O presidente Donald Trump classificou a Rússia, neste Domingo (15), como um dos “inimigos” dos Estados Unidos, na véspera de uma cúpula histórica com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, em Helsínquia, já ofuscada pela investigação sobre a ingerência russa na eleição presidencial americana de 2016.

Antes de iniciar a sua viagem europeia, o presidente Trump havia dito que a etapa de Helsinquia, onde se reunirá com Putin, seria a “mais fácil”. As suas últimas declarações podem não atenuar, porém, as esperanças de distensão entre Washington e Moscovo. Numa entrevista, no Sábado, à rede CBS, transmitida neste Domingo, Trump considerou que Rússia, União Europeia (UE) e China eram, por diferentes razões, “inimigos”.

“Acredito que temos muitos inimigos. Acredito que a União Europeia seja um inimigo, pelo que nos fazem no comércio”, disse Trump à CBS. “A Rússia é um inimigo em certos aspectos. A China é um inimigo economicamente. Mas isso não significa que sejam ruins. Não significa nada. Significa que são competitivos”, disse ele na entrevista. Enquanto deixava a Escócia neste Domingo para seguir para a Finlândia, Trump tuitou: “Espero me reunir com o presidente amanhã (hoje, Segunda-feira)”. E acrescentou: “infelizmente, sejam quais forem os resultados que obterei na cúpula (…) vão criticar-me no regresso, dizendo que não foi suficiente”.

Pontos de fricção

Trump e Putin, cujos gestos serão observados atentamente pelo mundo todo, vão reunir-se na capital finlandesa, após um fimde- semana “desportivo”. O presidente americano relaxou com golfe, a sua principal actividade física segundo ele próprio, no seu luxuoso complexo hoteleiro escocês de Turnberry. Já o seu colega russo assistiu, no Domingo à noite, à final do Mundial de Futebol em Moscovo, ganha pela França por 4-2 sobre a Croácia. No evento, aproveitou para se reunir com os chefes de Estado de ambos os países: Emmanuel Macron e Kolinda Grabar- Kitarovic. Após as polêmicas visitas de Trump a Bruxelas e a Londres, marcadas por duros ataques contra os seus aliados da Otan e contra a primeira-ministra britânica, Theresa May, ele reunir-se-á agora com o presidente de um país com o qual os Estados Unidos mantêm vários pontos de atrito.

A anexação em Março de 2014 da península ucraniana da Crimeia por parte de Moscovo, apoio da Rússia ao governo sírio de Bashar al-Assad, novas tarifas americanas… A lista é longa. Os dois devem, primeiramente, reunir-se sozinhos com os seus intérpretes no palácio presidencial, somando-se, então, às suas respectivas delegações para um almoço de trabalho. O dia terminará com uma entrevista colectiva conjunta.Neste Domingo, milhares de pessoas protestaram na capital finlandesa, depois de serem convocadas pelo colectivo “Helsinki Calling for Human Rights”, integrado por dezenas de ONGs e associações. “Respeito à Ucrânia” e “Que os direitos humanos sejam outra vez importantes” eram alguns dos cartazes levados pelos manifestantes, reunidos na praça do Senado, a dois passos do palácio presidencial que amanhã receberá Putin e Trump.

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