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Divisas condicionam projectos da França em Angola

A França, através da sua Embaixada em Angola, quer mobilizar recursos financeiros e técnicos para ajudar o nosso país em vários projectos, com destaque para a área cultural, porém, a escassez de divisas está a dificultar o processo

POR: Norberto Sateco

A Embaixada da França em Angola manifestou dificuldades no acesso a divisas para garantir o funcionamento regular das suas estruturas diplomáticas e executar os seus projectos em carteira, segundo o seu representante, Sylvain Itté. O diplomata falou em Luanda, nas celebrações do dia da República de França, assinalado Sábado último. Entretanto, Sylvain Itté sublinhou que apesar do quadro actual em Angola, reconhece o empenho do seu Governo na busca de melhores soluções para a sua política cambial.Sublinhou que as dificuldades no acesso a divisas também estão a ser sentidas pelas empresas francesas instaladas em Angola. “Não se pode imaginar uma empresa investir, se ela não tiver garantias de que vai poder recuperar o seu lucro”, exemplificou.

Negócios

Acerca do volume de negócios entre Angola e a França, Itté declarou que se verifica algum decréscimo, resultante do ambiente de negócios pouco atractivo, devido à crise financeira internacional. Explicou que as últimas estatísticas apontam para mil milhões de euros por ano, uma cifra que em seu entender anda aquém das alcançadas antes da crise. Apesar destas dificuldades, o embaixador admitiu que há muitas oportunidades de intercâmbio em termos de importações e exportações no sector agro-industrial e na área de formação de quadros. Informou que, além do petróleo e dos seus derivados, há outras áreas que devem ser aproveitadas pela França em Angola para aumentar o seu volume de negócios.

Relações diplomáticas

Acerca das relações bilaterais, considerou que atravessam um momento excelente, e foram reforçadas com a recente visita à França do Presidente da República, João Lourenço, em Junho. Esta visita, segundo o diplomata, permitiu reiniciar um diálogo contínuo em várias esferas, bem como a assinatura de vários protocolos de cooperação. Citando o Presidente da França, Emmanuel Macron, numa visita efectuada recentemente a Ouagadougou, capital do Burkina Faso, disse que constitui prioridade dos franceses, trabalhar para o desenvolvimento de África.Aponta a juventude como sendo a prioridade para o desenvolvimento humano, e para o caso de Angola, os esforços destinam-se à formação profissional e o ensino superior.

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