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Caso AGT: Olo usou a conta da ex-mulher para movimentar 31 milhões de KZ

Ouvida em tribunal, Rita Madalena Sebastião, uma dos nove réus que respondem no caso de sonegação de imposto fiscal, conhecido como “caso AGT”, contou que permitiu que o seu ex-marido, Francisco Olo, réu prófugo, movimentasse um total de Kz 31 milhões usando a sua conta por ter tido confiança nele

Texto de: Romão Brandão

Era a primeira vez que Rita Madalena Sebastião era ouvida em tribunal. A ré, que não é a única senhora arrolada neste processo, mostrou ser inexperiente em questões de audição em julgamento.

Apesar do medo e do frio do ar condicionado que batia contra si, Rita respondeu com clareza às questões do tribunal. Agasalhando-se com o casaco azul ciano que transportava, sentada perto das outras duas rés, nomeadamente Celisa Machado Francisco (esposa do co-réu Ngola Mbandi) e Soraia Gonçalves (esposa do co-réu Nickolas), Rita Sebastião (ex-mulher de Francisco Olo) disse que estava no tribunal para explicar como alguns valores passaram pela sua conta, por intermédio do marido.

Os valores em causa resultam de três transferências, uma de Kz 19 milhões e 500 mil, a segunda de Kz 6 milhões e 500 mil e a outra de Kz 5 milhões, cujo extrato bancário diz que vinham da conta da empresa do co-réu Txifutxi, que o ex-marido disse ser de um trabalho que tinha feito com os colegas, sem especificar o tipo de trabalho.

Rita viveu, maritalmente, 20 anos com Francisco Olo, com quem teve cinco filhos. Apesar de estarem separados e de este se ter casado com outra mulher, Olo tinha confiança em Rita, como ela própria diz, ao ponto de pedir-lhe para fazer aquele tipo de movimentação na sua conta bancária.

Longe de que os movimentos tinham sido de quantias defraudadas ao Estado, Rita seguiu a orientação do ex-marido, que era de diariamente levantar um milhão de Kz e os fazer chegar às mãos de Olo, porque não tinha cartão multicaixa. Tão logo tratou o multicaixa, Rita deu o cartão e o código ao ex-marido para terminar de tirar o dinheiro. Perguntada se o marido lhe dava algo em troca, a ré disse que não.

Simplesmente recebia o dinheiro normal que Olo dava, mensalmente, para o sustento dos filhos, o equivalente a 300 mil Kz. Com o processo-crime às costas, Rita nunca mais falou com Olo, pelo que ele algumas vezes ligava para falar com os filhos. Francisco Olo recebeu um total de Kz 31 milhões, por meio das movimentações feitas usando a conta da mulher, e Kz 4 milhões à título pessoal, que perfaz um total de Kz 35 milhões.

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