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Diversidade

Recebi, ontem, um excelente texto assinado pelo escritor angolano José Eduardo Agualusa sobre o desfecho do Mundial de futebol da Rússia. Dizia, ele, escrevendo na véspera do jogo da final, saber já quem tinha perdido e que tinham ganho a diversidade e a inclusão. Os racistas da extrema direita anti-imigração na Europa eram os perdedores.

Texto de: José Kaliengue

A leitura do texto permitiu-me perceber que ele torcia pela França, a selecção símbolo de uma Europa (um mundo também) de integração, tolerância e e acolhimento. Mas Agualusa foi além do futebol, fez as suas selecções europeias da literatura e da música para mostrar o quão rica pode ser uma sociedade plural, multirracial e também para mostrar o inegável contributo dos imigrantes na estruturação desportiva, cultural e intelectual de qualquer sociedade.

Mas fiquei triste, por nesta idade do mundo alguém ter ainda de lutar contra o racismo, por se ter de escrever daquela forma para que ouros percebam o que é, de facto, a humanidade, que não se é mais ou menos capaz em função do tom de pele. Fiquei triste por este assunto ter tomado conta outra vez da Europa, sabendo-se das suas consequências.

Aqui em Angola o racismo e a xenofobia não são lavra política, felizmente, nem existem, na verdade, como uma marca social, o problema aqui é o de os endinheirados não gostarem mais de ser o que são e sempre foram.

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