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Académicos da CPLP reunidos no Lubango

O presidente da Associação das Universidades de Língua Portuguesa, Orlando da Mata, explicou que, com o evento, propõe-se alcançar, essencialmente, incentivo e aumento da produção científica a nível da Universidde Mandume Ya Ndemufayo

POR: Constantino Eduardo, na Huíla

A investigação científica e a necessidade de se potenciar cada vez mais o docente universitário constituem os principais focos dos académicos lusófonos que, desde ontem, participam no XXVIII encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), que decorre no município do Lubango, província da Huíla. Sob auspício da Universidade Mandume Ya Ndemufayo, este encontro visa ainda colmatar a necessidade de se promover o conhecimento e o intercâmbio entre as instituições ligadas à AULP.

A ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia, e Inovação, Maria do Rosário Sambo, que presidiu a sessão de abertura dos trabalhos, considerou o encontro uma mais-valia para o ensino universitário dos países cuja língua oficial é o português. A governante angolana, que já foi reitora da Universidade Agostinho Neto, disse que a candidatura da Universidade Mandume Ya Ndemufayo para albergar o evento enquadra-se nos esforços que o país está a desenvolver com vista a proporcionar às suas instituições de ensino superior a oportunidade de conexão com as congéneres da lusofonia, criando, deste modo, um ambiente recíprocuo de vantagens nos domínios académico, científico e de extensão.

“A preservação do património histórico é um assunto que tem merecido atenção especial no mundo inteiro, facto que não é excepção nos países de língua oficial portuguesa”, disse. Prova disso, elucidou a governante, é o facto de o Presidente da República, João Lourenço, ter constituído uma comissão interministerial para a salvaguarda do património cultural. Os académicos da lusofonia estão a concentrar a sua atenção no tema “Património histórico do espaço lusófono, ciência, arte e cultura”. Além de investigadores e académicos angolanos, país que preside a Associação, participam no encontro os seus colegas de Portugal, Brasil e Moçambique, entre outros países. Baseando-se nos conhecimentos acumulados ao longo de várias experiências académicas, estão a trocar conhecimentos em diversos painéis, designadamente “património natural e científico, linguístico, histórico e artístico”.

Por sua vez, o presidente da Associação das Universidades de Língua Portuguesa e reitor da Universidade Mandume Ya Ndemufayo, Orlando da Mata, referiu que, com o evento, propõe-se alcançar, essencialmente, incentivo e aumento da produção científica na universidade que dirige. Nesta perspectiva, a sua instituição vai procurar extrair o máximo das valências que a inserção na AULP fornece/oferece “com a jovialidade da nossa promissora juventude académica e a experiência dos nossos ilustres quadros”, frisou A secretária de Estado da Ciência e Tecnologia de Portugal, Maria Fernanda Rolo, louvou a iniciativa da realização do certame, salientando que o conhecimento deve ser um compromisso social, um bem público e património universal.

Por essa razão, a também docente universitária entende que o conhecimento científico, quando é financiado por “dinheiro público”, tem que cumprir rigorosamente a missão de servir a todos “os nossos países, as nossas comunidades”. “Por isso, a CPLP também consigna o conhecimento de todos e para todos, procurando defender os princípios da democratização e da partilha de conhecimento”, frisou. Manifestou, por outro lado, estar preocupada com a qualidade do ensino superior nos países membros da Associação, sublinhando que a formação é um compromisso e, antes de mais, uma responsabilidade social.

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