loader

Angola acolhe Cimeira da CPLP em 2020

A República de Angola vai acolher em 2020 a XIII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A decisão foi tomada, por unanimidade, na XII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, reunida, desde Terça-feira, na ilha cabo-verdiana do Sal, com a presença do Presidente de Angola, João Lourenço. No encontro de Luanda, Angola deverá assumir a presidência rotativa, bienal, da organização. A decorrer sob o lema “Cultura, Pessoas e Oceanos”, a XII cimeira analisou, entre outros temas, a livre circulação de pessoas e bens no espaço lusófono, a cooperação económica entre os estados- membros, a facilitação das trocas comerciais e a protecção dos investimentos. Na mesma ocasião, o embaixador português Francisco Ribeiro Teles foi eleito novo secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O novo secretário executivo, que inicia funções em Janeiro de 2019, para o biénio 2019-2020, enfatizou no primeiro discurso de aceitação do cargo o “compromisso” de “trabalhar intensamente” para afirmar os valores e objectivos da CPLP, enquanto plataforma de cooperação “solidária e horizontal e de vocação global”. Depois de deixar elogios à sua antecessora, Maria do Carmo Silveira, Francisco Ribeiro Teles ressaltou que a CPLP é uma criação dinâmica e que tem “a sua história no seu futuro”. “Vinte e dois anos depois da fundação todos têm consciência do muito que a CPLP já concretizou e do muito que continua por fazer em diferentes domínios”, salientou Ribeiro Teles, que diz assumir o cargo com “satisfação, responsabilidade e privilégio” por servir uma comunidade plural, onde todos são herdeiros daqueles que ajudaram a fundar as soberanias, consolidar as independências e a projectar a presença da CPLP no mundo.

No segundo dia da XII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na ilha do Sal, foi aprovada também a concessão da categoria de observadores associados da CPLP a países como Chile, Sérvia, Argentina, Itália, Andorra, França e Grão-Ducado do Luxemburgo e a organização dos Estados Ibéro- Americanos para a Educação, Ciência e Cultura, na categoria de assessor associado da CPLP. Pelo número de adesões, o Presidente de Cabo Verde e presidente em exercício da CPLP, Jorge Carlos Fonseca, constatou, na ocasião, uma “grande apetência” para a CPLP.

BAD financia os PALOP

A Cimeira foi ainda palco, ontem, da assinatura de um pacto financeiro para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), “iniciativa singular” do Banco Africano do Desenvolvimento (BAD), rubricado pelo presidente do banco, sediado em Abidjan, e pela secretária executiva da CPLP. A Cimeira decidiu ainda expressar um voto de louvor à secretária executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira, pela “dedicação e elevada competência e determinação” com que vem servindo a Comunidade ao longo do seu mandato, mas também pelo “empenho na efectivação da nova visão estratégica” da CPLP, na projecção internacional da organização, e o seu “papel activo” na promoção da participação da CPLP junto aos seus cidadãos. Por fim, a Cimeira saudou a memória de Nelson Mandela, que completaria 100 anos de vida, definido por Jorge Carlos Fonseca como “grande combatente antiapartheid, pela democracia e pelos ideais humanistas e da democracia”.

O encerramento da XII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa está previsto para as 15:00, no hotel Hilton, em Santa Maria, antecedida pela divulgação da Declaração de Santa Maria. A CPLP foi criada a 17 de Julho de 1996, em Lisboa, por sete Estados: Angola, Cabo Verde, Guiné- Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Em 2002, com a Independência, Timor- Leste tornou-se oitavo Estado- membro. Em 2014, a Guiné- Equatorial foi admitida como membro da organização, na Cimeira realizada na capital timorense, Díli. A organização definiu como objectivos gerais a concertação político-diplomática os seus Estados- membros, nomeadamente para o reforço da sua presença no cenário internacional, tendo também como objectivo a promoção e difusão da língua portuguesa. A área do globo terrestre ocupada pelos nove Estados-membros da CPLP corresponde a 10.742 000 quilómetros quadrados de terras, correspondente a 7,2 por cento (%) da terra do planeta (148.939 063 quilómetros quadrados), espalhados em quatro continentes, designadamente, Europa, América, África e Ásia.

Últimas Notícias