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Editorial: Manter o rumo

Angola, pode-se dizer, está a manter o rumo na particularidade de promotora da paz na sua política africana. A reunião próxima do Presidente João Lourenço com Joseph Kabila é um exemplo. Angola não abdica do seu papel de vizinho aconselhador, independentemente da mudança na liderança do país. João Lourenço continua a manter o país como placa importante para os líderes africanos que queiram falar sobre a pacificação dos seus países e com os seus vizinhos. Porém, Angola está a tornar-se um país mais aberto, facilitador na concessão de vistos, por exemplo, além de estar também com muita atenção nas suas relações com o Ocidente. Talvez isso mesmo ajude o país a crescer na sua importância no continente, que se assegura com crescimento, desenvolvimento e liberdade. Na RDC, particularmente, a atenção de Angola é redobrada, dada a extensa fronteira partilhada, mas o interesse no vizinho continua a ser único: paz. É o princípio de tudo. É, seguramente, o que Kabila ouvirá de João Lourenço quando cá chegar.

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