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Funeral de um motociclista termina com morte de uma jovem

Nahary Alves Fernandes, de 24 anos, perdeu a vida em consequência de um acidente de viação resultante do descontrolo da motorizada e consequente despiste, ontem, na Via Expresso, em Luanda, quando regressava do funeral de um amigo.

POR: Romão Brandão

Segundo testemunhas no local e que acompanhavam o regresso do grupo de “motoqueiros” do funeral de Pety Santos, Nahary Fernandes era passageira na moto de um amigo, este que decidiu fazer “colagem” também conhecida por roda ou cavalinho (quando o motoqueiro levanta a roda de frente do veículo motorizado, em andamento), o que culminou no acidente fatal.

“Ele levantou a roda, ainda andou uns bons metros, até que, de repente, um camião vinha a entrar… o que fez com que se assustasse e pousasse a roda de frente. O grande problema é que, ao invés de usar o travão de pé para imobilizar a moto, usou o travão de mão, o que fez com a moto saísse do seu controlo”, contou ao Jornal OPAÍS, um dos jovens que participaram no cortejo fúnebre. Os ocupantes da motorizada foram cuspidos. O motorista rolou no asfalto, enquanto Nahary foi contra o separador da estrada, tendo perdido uma perna e embatido com a cabeça.

O motorista teve ferimentos graves e está hospitalizado, enquanto Nahay teve morte imediata. O nosso interlocutor conta que a precipitação do motorista, ao travar o motociclo, ante a entrada do camião, sem observar o tipo de travão, contribuiu para aquela tragédia. “Ao pousar a mota, não pode carregar no travão de frente, mas sim no de trás. A motorizada rodopiou e foi bater numa senhora que atravessava a estrada, que também teve morte imediata”, explica.

Quanto a segunda vítima mortal referida pelo nosso interlocutor, OPAÍS ainda não obteve confirmação até ao fecho desta edição. Sabe-se que o motorista da motorizada pertencia ao grupo de motoqueiros denominado “12 Discípulos”, assim como o que foi a enterrar, Pety Santos (que também morreu num acidente de viação). Importa frisar que Nahary Fernandes ainda fez uma nota de condolências a Pety Santos, que foi a enterrar no Cemitério do Benfica, na cronologia da sua página no Facebook, em que dizia: “se ainda não construíste uma casa ou compraste; se ainda não constituíste uma família, ainda não cumpriste o ciclo da vida. Então, não podes morrer, tens que viver(…) R.I.P”, lê-se.

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